É eleito com mais de dois terços dos votos expressos. Ventura perde, mas bate recorde.
Já se sabia desde que os resultados da primeira volta foram conhecidos que António José Seguro era o favorito para suceder a Marcelo Rebelo de Sousa na Presidência da República. O militante socialista de Penamacor, mas que desde o casamento escolheu Caldas da Rainha para viver, é o sexto Presidente eleito deste regime democrático. Uma vitória tranquila, com o País a dar uma lição de democracia aos arautos do histerismo lançado dias antes a pedir o adiamento.
Apesar das tempestades e da calamidade e de muitos portugueses a sofrer há quase duas semanas, os cidadãos foram votar. E nos concelhos e freguesias onde isso não aconteceu, porque não era possível ou porque os seus autarcas entenderam que não havia condições, o voto dos seus eleitores, que poderão ir às urnas no próximo domingo, já não altera o resultado final.
Seguro juntou os votos da esquerda, centro e direita tradicional, e tem um registo histórico que rivaliza com Mário Soares em 1991, na reeleição quando foi apoiado pelo PS e pelo PSD. Em percentagem, Seguro fica atrás, mas em votos expressos bate o recorde. É mesmo o político português com o maior número de votos da história. Ventura conseguiu amealhar milhares de votos à direita e, mesmo perdendo, ultrapassa a melhor marca do Chega nas últimas legislativas.
Esta eleição também prova que na política há algum sentido poético. Seguro, que há 12 anos foi afastado da liderança do PS por manobras palacianas em Lisboa, regressa em glória ao palácio mais importante.
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