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André Ventura denuncia dois milhões de euros por ano para os 'vices' das CCDR

Líder do Chega fez as contas aos gastos com os salários dos nomes que vão passar a ser indicados pelo Governo.

11 de janeiro de 2026 às 01:30

André Ventura criticou a nova orgânica das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), antecipando os gastos para o erário público com os salários dos cinco vice-presidentes que passarão a ser indicados pelo Conselho de Ministros. “No total, vamos ter mais 25 vice-presidentes das CCDR. Eu fiz as contas e estamos a falar de 2 655 000 euros todos os anos”, apontou o candidato presidencial e líder do Chega. “Eles não querem descentralizar nada. Eles não querem coordenar nada a nível local. Eles não querem aproximar. Querem tornar Portugal num paraíso de tachos”, vincou Ventura.

Desde 2023, o salário dos presidentes das CCDR é igual ao do primeiro-ministro, fixando-se no ano passado nos 8768,65 euros. Por sua vez, o salário dos vice-presidentes corresponde a 90% do vencimento do presidente da CCDR.

O conselho diretivo de cada CCDR vai passar a ter sete vice-presidentes, cinco deles indicados pelo Conselho de Ministros para assumirem poderes de coordenação regional nas áreas da saúde, educação, ambiente, cultura e agricultura. O ministro da Economia e Coesão, Castro Almeida, já admitiu estender os poderes das CCDR a outras áreas. As eleições para as CCDR realizam-se na segunda-feira e só no norte vai existir competição. Nas outras quatro CCDR, o PSD e o PS têm um acordo para a eleição dos presidentes.

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