No que toca aos problemas registados na Saúde, Gouveia e Melo defendeu que a ausência de explicações gera indignação, o que é "péssimo" para o Governo.
O candidato presidencial Gouveia e Melo criticou esta quinta-feira os seus adversários por terem um discurso redondo, ao contrário de si, que mete o dedo na ferida e sublinhou não fazer da indecisão o seu modo de vida.
Numa visita a Mirandela, no distrito de Bragança, os jornalistas questionaram o candidato sobre o que deve um Presidente da República fazer para resolver os problemas dos portugueses, ao que Gouveia e Melo respondeu que é "meter o dedo na ferida", como diz estar a fazer, em vez de "conversa redonda".
"Porque isto é só conversa redonda, muitas vezes. Ontem vi um dos candidatos a não querer falar sobre uma determinada área, porque se calhar incomodava o poder político, governativo, neste caso. Independência é a capacidade de defender os portugueses e de falar sobre os assuntos que são importantes para os portugueses", argumentou.
Segundo e ex-chefe do Estado-maior da Armada, isso não significa, no entanto, fazer oposição: "Nós não estamos aqui para fazer mal a ninguém [...] Assembleia da República, Governo, justiça e presidência [estamos aqui] para servir os portugueses. É esse que é o meu espírito", notou.
Depois de um idoso no Seixal ter morrido na terça-feira à espera de socorro, que demorou cerca de três horas, os jornalistas voltaram a questionar o candidato sobre o que faria perante este caso, se estivesse a ocupar cargo para o qual concorre.
"Há uma coisa que eu faria, ou que eu não faria, pelo menos. É ter a indecisão como modo de vida. A indecisão como modo de vida é que não é de certeza, não faz o meu género", sublinhou, notando que tem sido essa a postura generalizada no país.
Para Gouveia e Melo, isso é visível, bastando olhar para o que acontece à sua volta: "Os problemas arrastam-se. Não se resolvem. E depois nós andamos a tentar vender perfis para a presidência da República. São perfis de indecisão, de incapacidade, de generalidades, perfis redondos".
Instado a comentar o silêncio da ministra da Saúde e do Governo relativamente à morte do idoso após uma demorada espera por assistência do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Gouveia e Melo defendeu que a ausência de explicações gera indignação, o que é "péssimo" para o Governo.
"Quem não explica, deixa que uma onda de indignação - que é o que está a acontecer - se propague na sociedade portuguesa. Isso também é mau. A credibilidade do sistema fica posta em causa e nós começamos a ter dúvidas, se um dia tivermos numa situação criticam se teremos assistência ou não. Isso é péssimo. É péssimo para o próprio Governo", considerou.
E prosseguiu: "É péssimo para todos nós. Portanto, tem que haver responsabilização. Nós temos que chamar as coisas pelos nomes. As coisas estão a falhar ou não estão a falhar? Estão. Porquê? Quem são os responsáveis? O que é que já foi feito?".
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.