Candidatos a Belém estiveram este domingo frente a frente no décimo debate presidencial.
João Cotrim de Figueiredo e António Filipe estiveram este domingo frente a frente no décimo debate para as eleições presidenciais.
O comunista foi o primeiro candidato a intervir no debate: "Os portugueses estão insatisfeitos com a sua vida. A grande maioria dos portugueses ganha muito mal. O Presidente da República tem uma iniciativa política. É importante que os portugueses sintam que têm um Presidente da República que está do seu lado".
Sobre a revisão da Constituição, o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal acusou António Filipe de estar ao lado de um partido que defende a saída do País da União Europeia, "um incumprimento específico da Constituição", frisa João Cotrim de Figueiredo.
"António Filipe já está na vida política há muito tempo, esteve próximo de um Governo e viabilizou seis Orçamentos. António Filipe vai jurar uma Constituição em que não acredita porque defende a saída do euro e da União Europeia", disse o liberal.
Cotrim de Figueiredo frisou que se orgulha das políticas que defende, mas que um Presidente da República não deve ser liberal, mas "sim interventivo".
Em resposta ao adversário, António Filipe disse "não defender nada disso". "Defendo é que Portugal deve ter uma voz própria nas organizações a que pertence. Cotrim Figueiredo apoia claramente as políticas do atual Governo".
O caos no SNS esteve em cima da mesa. Para António Filipe o dever do Estado "é o de fortalecer o SNS", e para isso "é preciso afastar as políticas neoliberais na Saúde. Faltam profissionais na Saúde". A visão de Cotrim é outra: "os portugueses devem poder optar pelo prestador de Saúde", sendo que o liberal ficaria "encantado da vida" se as preferências das pessoas fossem os prestadores públicos. "Quando o SNS funciona mal, são os privados que mais ganham. Se os incentivos estiverem alinhados, as coisas correrão certamente melhor", refere.
"O Estado deve criar condições para que as pessoas sejam bem tratadas", acrescenta o liberal. O comunista concorda.
Sobre a revisão laboral, o comunista reforçou que a "legislação tem vindo sucessivamente a ser alterada desfavoravelmente para os trabalhadores", provocando uma economia de baixos salários. Para António Filipe " é por via da contratação coletiva que é possível valorizar os salários". O candidato apoiado pelo PCP considerou que não são as greves que prejudicam o País, mas sim "este pacote laboral".
"Nenhum trabalhador faz greve por desporto. A greve é uma legítima defesa dos trabalhadores. Ninguém recebe o salário mínimo porque quer", frisou o político na corrida a Belém, alegando que o "pacote laboral quer transformar os serviços mínimos em serviços máximos para anular os efeitos da greve".
O candidato da Iniciativa Liberal reitera que "os salários aumentam quando as pessoas têm alternativas de emprego". "Estou mais preocupado com os emigrantes qualificados que saem do País".
Cotrim de Figueiredo acha que algumas das questões relacionadas com a natalidade na lei proposta pelo Governo "não fazem sentido".
António Filipe acusa Cotrim de Figueiredo de estar do lado do "1% dos mais ricos". O comunista diz "estar do lado dos 99% que se sentem injustiçados".
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