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Jorge Pinto pede demissão da ministra da Saúde e questiona 'timing' da compra de ambulância

Candidato a Belém apoiado pelo Livre considerou que está em causa um "falhanço em relação àquilo que o próprio Governo se tinha comprometido a fazer".

08 de janeiro de 2026 às 19:12

O candidato presidencial Jorge Pinto defendeu esta quinta-feira que a ministra da Saúde "não tem condições para continuar" e disse estar "cansado de um país onde o primeiro-ministro anuncia a compra de novas ambulâncias" após mortes por falhas no socorro.

Em declarações aos jornalistas na associação Mobility Friends, em Barcelos, Jorge Pinto afirmou que a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, "já não tem condições para continuar no cargo" e referiu que está inquieto pelas políticas do Governo para o setor.

"Se se mudar um ministro ou uma ministra, mas a política continuar, então as respostas continuarão a não aparecer", argumentou, acrescentando estar "cansado de viver num país que corre atrás do prejuízo" e em que "o primeiro-ministro anuncia a compra de novas ambulâncias apenas após as mortes por falta de ambulâncias serem notícia".

O candidato a Belém apoiado pelo Livre considerou que está em causa um "falhanço em relação àquilo que o próprio Governo se tinha comprometido a fazer e um falhanço aos portugueses e àqueles que perderam as suas vidas por não terem visto, por parte do Governo, uma resposta tal como ela era necessária", insistindo na crítica ao 'timing' da compra de novas ambulâncias esta quinta-feira anunciada pelo primeiro-ministro no parlamento.

"Ouvi as suas promessas de compra de novas ambulâncias e só me pergunto: Porquê agora? Porquê na semana em que são notícia três mortes que nos deveriam envergonhar a todos que estamos na vida política portuguesa porque as ambulâncias tardaram a prestar socorro?", perguntou.

Questionado sobre as explicações dadas pelo primeiro-ministro no debate quinzenal, Jorge Pinto disse que gostaria de ter visto uma postura humilde que reconhecesse as falhas e demonstrasse vontade de corrigir, mas "que não foi isso que aconteceu", e alertou para os riscos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) ser destruído.

Nas mesmas declarações, Jorge Pinto defendeu ainda que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, deveria ter chamado o primeiro-ministro a Belém "desde o primeiro dia" para lhe transmitir que a "defesa do SNS deve ser uma prioridade do seu Governo".

O Governo aprovou a aquisição de 275 novas viaturas para o INEM, num investimento de 16,8 milhões de euros, anunciou o primeiro-ministro, que lamentou as mortes de pessoas que não obtiveram socorro atempado.

Durante esta semana, pelo menos três pessoas morreram depois de terem ligado para o INEM a pedir socorro e os meios não terem chegado a tempo. O INEM, que abriu uma auditoria sobre um dos casos, rejeitou responsabilidades e apontou a falta de meios e a retenção de macas nos hospitais.

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