Candidato presidencial sublinhou que este não é um problema exclusivo de Campo de Ourique e que se passa um pouco por todos os bairros.
O candidato presidencial Manuel João Vieira criticou esta quarta-feira a expansão do metro de Lisboa por considerar que coloca em risco o Jardim da Parada, em Campo de Ourique, e apelou para que seja construído "um bocado mais ao lado".
As obras de expansão da linha vermelha, segundo Manuel João Vieira, embora sejam no subsolo, vão colocar em risco as raízes das árvores centenárias que disse ter trepado muitas vezes quando ainda era criança.
"O que acontece é que o sistema radicular destas árvores se expande muito para além daquilo que pode ser observado e é isso que faz com que seja um perigo fazerem perfurações nesta zona", explicou, durante uma ação de campanha pelo bairro lisboeta.
As árvores "sofrem a possibilidade de morrerem com esta posição do Metro de Lisboa" e por isso apelou "às pessoas do metropolitano" para fazerem a construção "um bocado mais ao lado".
"Eu proporia outro local qualquer, se quiserem falar comigo, eu tenho várias ideias sobre o local e, no caso de ser eleito, vou também tentar convencer o Governo da nação para ver estes problemas", disse.
O candidato presidencial sublinhou que este não é um problema exclusivo de Campo de Ourique e que se passa um pouco por todos os bairros.
"Os habitantes são ultrapassados por poderes muito acima deles e que eles não podem controlar. Não sei exatamente que democracia é esta", continuou.
O músico dos Ena Pá 2000 defendeu ainda que a democracia tem o dever de valorizar as iniciativas e grupos de cidadãos como os habitantes de Campo de Ourique que recolheram assinaturas para proteger o Jardim da Parada.
"Acho que os grupos que se organizam devem ser valorizados e ser ouvidos e isso não está a acontecer: são os grandes poderes, as grandes corporações e o Estado que fazem orelhas moucas a esses grupos, que são os grupos que realmente estão em frente aos problemas e estão com a mão na massa", concluiu.
Momentos antes, o músico visitou uma loja de tecidos e recuperou uma das propostas de quando se candidatou em 2001, que compreendia "alcatifar Portugal".
Manuel João Vieira questionou Paulo Rodrigues, funcionário da loja, quanto custaria "alcatifar Portugal inteiro".
"10.000 'criptonotas' de Santo António", respondeu Paulo Rodrigues, referindo-se ao ativo financeiro que Manuel João Vieira pretende criar.
O candidato presidencial foi mais longe e prometeu dotar os portugueses com tecidos para se protegerem de eventuais bombardeamentos russos e disse-se disponível a doar tecidos à Ucrânia e "a toda a gente que precisasse"
"Não é só na Ucrânia, é na Palestina também: tudo onde há gente a morrer por razões, enfim, estúpidas ou históricas, chamemos-lhe histórico-estúpidas", sublinhou.
No seu périplo, visitou ainda a papelaria "Eduardo dos Livros", um dos únicos sítios em Lisboa que disse continuar "praticamente intacto" face à pressão imobiliária que se faz sentir na cidade.
Defendeu ainda que o estatuto de "loja protegida" devia aplicar-se a esta papelaria que visita desde os três anos de idade.
Pelas ruas de Campo de Ourique, o candidato Vieira foi abordado por vários jovens que lhe transmitiam o seu apoio e pediam para tirar fotografias.
No final da sua ação de campanha criticou ainda a comunicação social, que acusou de favorecer os "candidatos do sistema".
"É uma questão de abrir a televisão ou ouvir a rádio, e nós vamos sempre ter em foco esses seis candidatos, que são os candidatos do sistema, de uma maneira bastante repetitiva. Eu diria mesmo tão repetitiva como um comentário de futebol de um jogo só, que se expande durante semanas e semanas", acrescentou.
Os portugueses elegem o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa no domingo, numas eleições com recorde (11) de candidatos e cuja segunda volta, a realizar-se, decorrerá em 08 de fevereiro.
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