Candidato diz que o seu discurso nesta campanha "está centrado" na ideia da estabilidade e antecipou que vai repeti-la "até à exaustão nos próximos dias".
Marques Mendes volta a apelar ao voto dos indecisos e declara-se o candidato da estabilidade
O candidato presidencial Luís Marques Mendes voltou este domingo a apelar ao voto dos indecisos nas eleições de dia 18, pediu que escolham quem está "mais bem preparado" e tem "maior experiência", e intitulou-se o candidato da estabilidade.
"Nós estamos a iniciar a última semana de campanha e neste momento o meu foco está concentrado em muitos portugueses que ainda não sabem em quem votar, aquilo que se chamam indecisos. Ainda é uma percentagem muito significativa, que pode alterar tudo", afirmou.
O candidato repetiu estar "absolutamente convencido", tanto pela sua convicção e também por dados à sua disposição, que será o "candidato mais votado no dia 18" e considerou que "os indecisos são essenciais".
Em declarações aos jornalistas no dia em que os eleitores recenseados em Portugal podem exercer o voto antecipado em mobilidade, Luís Marques Mendes apelou à participação e pediu aos indecisos que tenham em consideração quem é o candidato a Presidente da República "mais bem preparado para exercer a função, que tem maior experiência", e "quem é aquele que tem maior capacidade de diálogo para fazer pontes, convergências e entendimentos".
A uma semana eleições presidenciais, o candidato apoiado por PSD e CDS-PP começou o oitavo dia de campanha na Praia do Furadouro, em Ovar (distrito de Aveiro), para um contacto com a população, acompanhado pelo presidente da Câmara, Domingos Silva, e pelo antigo autarca e agora secretário de Estado das Pescas e do Mar, Salvador Malheiro, que conduziu a iniciativa.
Uma das pessoas que votou antecipadamente foi o atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que disse que a democracia permite eleger "novas pessoas e novas gerações".
Luís Marques Mendes afirmou que o chefe de Estado falou "em geral", e recusou comentar.
Questionado sobre o facto de ser um dos candidatos com mais idade na corrida a Belém, Mendes disse ser "um bocadinho de exagero" ser considerado "assim velho" aos 68 anos e indicou que na sua campanha "energia não falta".
O candidato a Presidente da República referiu também que o seu discurso nesta campanha "está centrado" na ideia da estabilidade e antecipou que vai repeti-la "até à exaustão nos próximos dias".
"Eu sou o candidato da estabilidade e quero ser o Presidente da estabilidade. E acho que há riscos enormes com qualquer outro candidato de Portugal perder estabilidade", alertou.
Luís Marques Mendes sustentou que é preciso "dar condições ao Governo, este ou qualquer outro, para governar, para resolver os problemas, e isso precisa de estabilidade".
Sobre o facto de já ter contado com o apoio de vários membros do Governo na sua campanha, o candidato apoiado por PSD e CDS-PP voltou a defender a sua independência e a dizer que não será "amigo do Governo, nem adversário do Governo", mas sim "amigo de boas decisões do Governo e adversário de falhas do Governo".
O candidato disse que não será agora que se vai "descaracterizar" e considerou que "para a maioria dos portugueses neste momento a questão não é essa", mas sim a "defesa da estabilidade".
E fez um paralelo: "António José Seguro é muito ligado ao PS. Será que António José Seguro, se for eleito, vai derrubar o Governo para fazer o jogo do PS?", questionou.
Sobre a lista de 100 personalidades da AD que declararam apoio a Gouveia e Melo, Marques Mendes disse não ter novidade, "porque eram todos já nomes conhecidos", e indicou que respeita "o direito à diferença".
Neste ponto, o antigo líder do PSD referiu também que conta com apoios de "imensas pessoas que não são do PSD, que não são do CDS, pessoas independentes, pessoas do PS, até pessoas que até há pouco tempo votavam na CDU", como o cantor Toy ou a escritora Alice Vieira.
Luís Marques Mendes recusou também declarar já apoio a qualquer um dos adversários, caso não passe à segunda volta, argumentando que só o faria "se não percebesse nada de política" e se se "quisesse auto fragilizar".
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