Cidadãos nacionais na capital inglesa queixaram-se da falta de opção para votar remotamente.
Vários portugueses viajaram cerca de duas horas para votar nas eleições presidenciais no Consulado-Geral de Londres esta manhã, onde era notória uma grande afluência, mas queixaram-se da falta de opção para votar remotamente.
Entre os eleitores que viajaram de mais longe estava o casal João e Patrícia Teodósio, que viajou de Maidstone, a cerca de 65 quilómetros da capital britânica, com uma criança recém-nascida.
"É um grande esforço. Agradecíamos ter uma forma de votar remotamente, de preferência digital", afirmou João Teodósio, recordando que o voto por correspondência falhou nas últimas eleições legislativas devido a uma mudança de residência.
Ao contrário das eleições legislativas, que permitem tanto o voto presencial como o voto postal, nas eleições presidenciais apenas é possível o voto presencial.
Também André Guerra e a companheira percorreram cerca de 100 quilómetros desde Cambridge, aproveitando para pernoitar com a família em Londres.
"Não estávamos cá nas presidenciais anteriores, por isso votámos por correspondência. Mas se fossem umas eleições europeias não teríamos vindo", admitiu.
Já Helena Sampaio, residente em Londres, elogiou a rapidez do processo, apesar da grande mobilização. No entanto, alertou que muitos compatriotas podem ficar sem exercer o direito de voto.
"Conheço pessoas que trabalham por turnos e não conseguem tirar o dia, e a minha prima telefonou-me hoje confusa porque ainda não tinha recebido o voto postal", disse.
Outros eleitores, como Helena Ferreira, José Silva e Ermelinda Rocha, afirmaram ter votado pela primeira vez "porque o país precisa de mudar".
Inês Câmara também se estreou a votar no estrangeiro, motivada pela importância desta eleição, mas lamentou que a mãe, de visita a Londres, não pudesse fazê-lo.
"Devia ser mais fácil votar para quem estivesse fora. Mas espero conseguir votar na segunda volta", afirmou Julieta Vicente.
Nestas eleições presidenciais, que decorrem este domingo em Portugal, os eleitores portugueses residentes no estrangeiro puderam votar presencialmente ao longo do fim de semana, com urnas abertas desde sábado nos consulados e outros postos diplomáticos.
No Reino Unido, foram abertas mesas nos consulados de Londres, Manchester e Belfast e, adicionalmente, nas ilhas de Man, Jersey e Guernsey, mas continuou sem haver uma solução na Escócia.
Em caso de segunda volta, os emigrantes poderão votar a 07 e 08 de fevereiro.
O recenseamento eleitoral fixa em 11.039.672 o número total de eleitores, dos quais 1.777.019 estão inscritos no estrangeiro, mais 226.956 do que nas presidenciais de 2021.
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