Candidato às eleições presidenciais de dia 18 deste mês falava perante uma plateia no Cineteatro de Porto de Mós, distrito de Leiria.
O candidato presidencial André Ventura acusou esta quarta-feira o PSD e o PS de "distribuírem tachos" entre si, a nível local, por pressentirem que "o Titanic está a afundar" com uma possível vitória "cedo ou tarde" do Chega.
"Há aquela sensação em Portugal de que cedo ou tarde vai haver uma mudança. O poder político tem esta sensação: cedo ou tarde vai haver uma mudança. Cedo ou tarde eles -- nós - vão chegar lá. (...) Sabem quando o Titanic está a afundar e eles têm que desfrutar da última festa que querem fazer porque sabem que está a acabar a bandalheira?", afirmou André Ventura.
O candidato às eleições presidenciais de dia 18 deste mês falava perante uma plateia no Cineteatro de Porto de Mós, distrito de Leiria, altura em que acusou PSD e PS de "distribuírem lugares por toda a gente, tachos", e de "tentar desviar a maior quantidade de dinheiro possível".
O presidente do Chega deu como exemplo o decreto-lei, publicado no final de dezembro pelo Governo, que determina que o conselho diretivo de cada Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) passa a ter cinco vice-presidentes indicados pelo Conselho de Ministros (o presidente e um vice é eleito por autarcas e outro membro é escolhido por elementos do conselho da região).
Alegando que "ninguém sabe muito bem" para que servem as CCDR, André Ventura acusou o PS e PSD de usar os cargos disponíveis para distribuir "tachos".
"Se forem a ver quem são estes senhores das CCDR encontram outra coisa curiosa: muitos deles eram presidentes de Câmara, terminaram os seus mandatos e não tinham para onde ir porque cumpriram o máximo [de mandatos] que a lei previa", disse.
André Ventura alegou que os 25 novos vice-presidentes das diferentes CCDR (Alentejo, Algarve, Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Norte) terão um custo de dois milhões de euros por ano.
"Isto é um pequeno exemplo da regionalização que eles querem. Eles não querem descentralizar nada. Eles não querem coordenar nada a nível local. Eles não querem aproximar, eles querem tornar Portugal um paraíso de tachos", acusou.
Ventura referiu que irá pedir responsabilidades caso o Chega conquiste um lugar de poder e defendeu que o Presidente "tem de cumprir também este papel de ser o garante da democracia".
Durante o seu discurso, o candidato antecipou que o país está perante uma "mudança patriótica" que tem que ser concretizada nas urnas, apelando ao voto no dia 18, alegando que os bons resultados em sondagens não chegam.
"O romper com o sistema não significa que nós não queiramos democracia, é o contrário. Nós não precisamos de estar presos e agarrados a um modelo de governação só porque ele nasceu de uma revolução há 50 anos", disse.
Durante cerca de meia hora, onde se alongou sobre saúde e os problemas encontrados neste setor, André Ventura referiu que os portugueses são retirados das listas de médico de família, referindo que os imigrantes, quando chegam ao país, "têm médico de família".
Um estudo da Entidade Reguladora da Saúde divulgado em março de 2025 indicava que apenas metade dos imigrantes inscritos nos centros de saúde tinham médico de família em 2023.
O primeiro a discursar foi o deputado do Chega e presidente da distrital de Leiria, Luís Paulo Fernandes, que, perante uma plateia com lotação de 250 lugares do cineteatro que não estava completamente cheia, admitiu um "dia difícil para ter mais" pessoas presentes por ser um dia útil.
Apesar disso, recordou que foi pedido aos interessados que "pedissem [permissão] aos patrões, que pedissem à mulher, aos pais e que se juntassem".
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