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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Cereais já podem sair dos portos ucranianos

Acordo para permitir as exportações de cereais bloqueados nos portos ucranianos foi assinado na sexta-feira na cidade turca de Istambul.

23 de julho de 2022 às 10:08

O acordo para permitir as exportações de cereais bloqueados nos portos ucranianos foi assinado na sexta-feira na cidade turca de Istambul. Vai vigorar durante quatro meses e é renovável. “Agradeço aos representantes da federação russa, que puseram de lado as divergências em nome do bem comum para a humanidade e, em especial, à Turquia”, disse o secretário-geral da ONU. “O Mundo precisa desesperadamente da solução para esta crise alimentar” e a ONU vai “trabalhar para o sucesso deste acordo e reforçar as obrigações”, prometeu Guterres.

O acordo, obtido após dois meses de negociações, estabelece um centro de controlo em Istambul, dirigido por representantes das partes envolvidas: um ucraniano, um russo, um turco e um representante da ONU, que deverão estabelecer o cronograma de rotação de navios no Mar Negro. Implica, também, que passe a ser feita uma inspeção dos navios que transportam os cereais, para garantir que não levam armas para a Ucrânia. Estas inspeções, que serão realizadas tanto à saída como à chegada dos navios, deverão acontecer nos portos de Istambul.

Estima-se que mais de 20 milhões de toneladas de cereais e sementes de girassol estão bloqueados nos portos ucranianos do Mar Negro.

A Ucrânia é um dos maiores exportadores mundiais de trigo, milho e óleo de girassol, mas a invasão russa ao país e o bloqueio naval dos seus portos interromperam as exportações.

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