Vítimas falam de falhas respiratórias e outros sintomas que apontam para uso de armas proibidas.
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Os EUA e aliados europeus afirmaram-se, esta terça-feira, muito preocupados com relatos sobre alegados ataques com armas químicas em Mariupol que, a serem verdade, são uma perigosa escalada no conflito que forçará uma reposta firme contra a Rússia. A câmara da cidade portuária reiterou que a mais recente estimativa sobre vítimas em Mariupol é de pelo menos 21 mil civis mortos desde 24 de fevereiro, dia do início da invasão russa e do ataque à cidade.
O batalhão Azov, milícia ucraniana de extrema-direita que combate na região, disse que durante um ataque com drones, na segunda-feira, os russos lançaram uma “substância venenosa de origem desconhecida” que deixou três dos seus soldados feridos. As vítimas do alegado ataque químico contra as tropas entrincheiradas no complexo industrial Azovstal revelaram sintomas como “falha respiratória” e também lesões no ouvido interno que se manifestam por tonturas, vómitos e perda de equilíbrio, entre outros. Um ferido refere um fumo branco “com sabor adocicado” que cobriu a fábrica depois da explosão e outra vítima diz que sentiu imediatamente dificuldade em respirar e perdeu a força nas pernas.
Apesar dos relatos, fontes da administração norte-americana frisaram que não há ainda confirmação do recurso a armas químicas, algo que, a ser verdade, forçaria uma resposta das potências Ocidentais.
No mês passado, o Presidente dos EUA frisou que “a natureza da resposta dependerá da natureza do uso” feito das armas, mas esta terça-feira o ministro da Defesa britânico, James Heappey, disse que nada está posto de parte. “Todas as opções estão em cima da mesa sobre que tipo de resposta pode ser”, disse.
De acordo com a vice-ministra da Defesa ucraniana, Hanna Maliar, os primeiros indícios apontam para bombas de fósforo. Apesar de não ser tecnicamente uma arma química, o seu uso como arma incendiária junto a populações civis é proibido pelas leis internacionais.
Foram até ao momento desenterrados em Bucha 403 cadáveres, afirmou esta terça-feira o presidente da câmara da cidade vizinha de Kiev, Anatoliy Fedoruk, dizendo que todos foram assassinados durante a ocupação das tropas russas. Fedoruk disse que a recuperação de cadáveres prossegue ainda, pelo que o balanço pode ser ainda mais trágico. Numa conferência de imprensa, o autarca disse ainda que é demasiado cedo para os residentes regressarem à cidade, desocupada somente no final do mês passado pelos militares da Rússia.
Mais sete vítimas em Borodyanka
Foram recuperados na segunda-feira os corpos de sete pessoas nos destroços de dois prédios em Borodyanka, junto a Kiev, elevando para 19 as vítimas já encontradas no local.
Ponte estratégica destruída na Rússia
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