page view

Ofensiva russa mata 16 na Ucrânia

Uma das vítimas mortais é uma criança de 12 anos. Há ainda registo de dezenas de feridos.

16 de abril de 2026 às 10:56
A carregar o vídeo ...

Ataque russo na região ucraniana de Dnipro faz três mortos

AP

A Rússia atacou esta quarta-feira em vários regiões e cidades da Ucrânia, incluindo a capital, Kiev, causando a morte de, pelo menos, 16 pessoas. Há ainda registo de dezenas de feridos. A operação, classificada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano como ataque terrorista, envolveu 659 drones e 44 mísseis - 19 mísseis balísticos Iskander e 25 mísseis de cruzeiro. Foi um dos bombardeamentos mais intensos desde o início da guerra, em 24 de fevereiro de 2022.

O maior número de mortos registou-se em Odessa, com oito vítimas mortais, seguindo-se Kiev (4, entre as quais uma criança), Dnipro (3) e Zaporijia (1). “Um crime de guerra”, nas palavras de Andriy Sibiga, chefe da diplomacia de Kiev, que exige uma condenação firme da comunidade internacional aos ataques de ontem e o aumento da pressão sobre Moscovo. "É imoral, contraproducente e perigoso adiar as sanções contra a Rússia [que foram até levantadas, no caso do petróleo, face à crise energética decorrente da guerra no Médio Oriente] ou os pacotes de ajuda para a Ucrânia".

Neste caso, Sibiga referia-se aos 90 mil milhões de euros aprovados pela UE, mas que se encontram bloqueados pela Hungria, alegando que está a impedir o abastecimento de petróleo russo ao país. Kiev espera que a mudança política na Hungria, com a queda de Viktor Órban e a vitória de Péter Magyar, aquele montante possa agora ser desbloqueado.

Os efeitos dos ataques de ontem revelam, também, as dificuldades que a Ucrânia está a sentir no campo defensivo, face à queda no fornecimento de mísseis para o sistema Patriot, ‘desviados’ para o guerra no Médio Oriente. Zelensky já tinha alertado para o problema e insistido na necessidade de continuar a alimentar as defesas antiaéreas. O Presidente da Ucrânia voltou hoje a fazê-lo. "Instruí o comandante da Força Aérea a contactar os parceiros que se comprometeram a fornecer mísseis do sistema Patriot e outros", afirmou.

O conflito entre os Estados Unidos e o Irão tem adiado as conversações para a obtenção de um acordo de paz para a Ucrânia, como reconheceu terça-feira Zelensky. “Os negociadores norte-americanos estão sempre em negociações com o Irão e não têm tempo para a Ucrânia”, constatou o líder ucraniano.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8