Presidente russo quebrou na segunda-feira o silêncio para condenar o que considerou como "um crime cruel e desprezível".
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Os serviços de segurança russos (FSB) acusaram na segunda-feira a Ucrânia de estar por detrás do atentado à bomba que no sábado à noite causou a morte de Darya Dugina, jornalista e filha do filósofo ultranacionalista Alexander Dugin, aliado de Putin e ideólogo da invasão russa da Ucrânia.
De acordo com o FSB, o atentado foi levado a cabo por uma agente dos serviços secretos ucranianos, que chegou a Moscovo em julho na companhia da filha, de 12 anos, e alugou um apartamento no complexo habitacional onde residia Darya Dugina. Essa mulher, que se fazia deslocar num Mini Cooper com matrículas falsas, terá estado presente no sábado num festival artístico a que Dugina assistiu na companhia do pai. Foi ao sair desse festival que a viatura da jornalista explodiu, causando a sua morte. Acredita-se que o alvo do ataque seria o pai, mas este decidiu à última hora seguir noutro automóvel.
Os serviços de segurança russos alegam que a suspeita fugiu de carro para a Estónia após o ataque, que não foi oficialmente reivindicado. O Governo de Kiev negou terminantemente qualquer envolvimento e atribui o ataque a disputas no círculo íntimo de Putin.
O Presidente russo quebrou na segunda-feira o silêncio para condenar o que considerou como "um crime cruel e desprezível" e descreveu Dugina como "uma verdadeira patriota".
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