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Rússia e Ucrânia elaboram plano de paz com 15 pontos para acabar com a guerra

Entre as condições impostas por Moscovo no acordo está a renuncia de Kiev às ambições de ingressar na NATO.

16 de março de 2022 às 20:51

Os negociadores ucranianos e russos discutiram pela primeira vez, esta segunda-feira, o acordo de paz provisório para acabar com a guerra.

De acordo com o Financial Times, três pessoas envolvidas nas negociações referem que o cessar-fogo e a retirada russa dependem de uma declaração de neutralidade de Kiev e da imposição de limites às suas forças armadas.Entre as condições impostas por Moscovo no acordo está a renuncia de Kiev às ambições de ingressar na NATO e a promessa de não hospedar bases militares estrangeiras ou armamento em troca da proteção de aliados como os EUA, o Reino e Turquia.

Apesar de a Ucrânia e a Rússia terem revelado que fizeram progressos nos termos do acordo, as autoridades ucranianas continuam céticas sobre o compromisso de Putin com a paz. Kiev receia que Moscovo esteja apenas a ganhar tempo para reagrupar as tropas e retomar a ofensiva.

Mykhailo Podolyak, conselheiro sénior do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, disse ao Financial Times que qualquer acordo terá de incluir que "as tropas da Federação Russa saiam dos territórios da Ucrânia" capturados pelas forças russas desde o início da invasão em 24 de fevereiro – ou seja, regiões do sul ao longo os mares Azov e Negro, bem como território a leste e norte de Kiev.

Apesar do progresso nas negociações de paz, as cidades ucranianas continuaram debaixo de fogo pela terceira noite consecutiva, com Kiev a ameaçar lançar uma contra-ofensiva contra os invasores russos, em meio a um conflito que parece estar longe de terminar.

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