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Suécia firma acordo para entrega de 36 caças Gripen a Kiev

Ucrânia prevê um financiamento de 2,5 mil milhões de euros para a aquisição de caças fabricados pelo grupo sueco de defesa Saab.

28 de maio de 2026 às 14:45

A Suécia vai vender 20 caças Gripen E/F à Ucrânia, financiados por fundos europeus, e doar outros 16 de um modelo mais antigo, o Gripen C/D, anunciou esta quinta-feira o Governo sueco.

Os primeiros Gripen C/D deverão ser doados no próximo ano e o modelo mais recente deverá ser entregue a partir de 2030, precisou o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, durante uma conferência de imprensa com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

A Ucrânia prevê um financiamento de 2,5 mil milhões de euros para a aquisição de caças fabricados pelo grupo sueco de defesa Saab, de acordo com o comunicado sueco.

Os 16 caças do modelo C/D serão enviados juntamente com munições e ajuda para fabricar drones, um pacote com um valor total de 22,22 mil milhões de coroas suecas (cerca de dois mil milhões de euros ao câmbio atual), o maior pacote doado pela Suécia à Ucrânia até há data.

"Trata-se de uma decisão histórica para a Suécia, que reforça significativamente a defesa aérea da Ucrânia", afirmou Kristersson.

Os dois países tinham assinado, em outubro de 2025, uma carta de intenções com o objetivo de Kiev adquirir entre 100 e 150 caças Gripen E.

"Esperamos conseguir garantir o financiamento da totalidade" das 150 unidades, afirmou Zelensky.

A União Europeia prevê conceder à Ucrânia um empréstimo no valor total de 90 mil milhões de euros, que será desembolsado em tranches em 2026 e 2027, dos quais 60 mil milhões serão utilizados para o fornecimento de armas.

Zelensky indicou ainda que aguarda uma resposta formal ao seu pedido dirigido ao homólogo norte-americano, Donald Trump, e ao Congresso dos Estados Unidos para que lhe sejam fornecidos mais mísseis para os sistemas de defesa antiaérea Patriot ou licenças para os produzir.

Esses sistemas norte-americanos continuam a ser a única arma eficaz para combater os mísseis balísticos lançados por Moscovo.

"Estamos à espera de uma resposta", afirmou o líder ucraniano, acrescentando que se tinha reunido na quarta-feira com membros do Congresso e senadores.

"Eles apoiam as propostas que foram apresentadas ao Congresso e à Casa Branca", declarou, precisando que "contava com uma resposta oficial".

"Acho que têm de agir mais depressa. Estamos a insistir muito com eles. O inverno aproxima-se", acrescentou Zelensky.

A Suécia tinha inicialmente suspendido em 2024 o seu projeto de enviar caças para a Ucrânia, após os países parceiros terem solicitado que fosse dada prioridade aos caças F-16 norte-americanos.

Estocolmo é uma forte apoiante da Ucrânia e, em fevereiro, estimava o seu apoio militar em 103 mil milhões de coroas (cerca de 9,5 mil milhões de euros ao câmbio atual) desde o início da invasão russa.

Na chegada à Suécia, o líder ucraniano agradeceu nas redes sociais ao povo e ao Governo sueco e pessoalmente a Kristersson pelo apoio a Kiev: "vamos continuar e alargar a nossa cooperação".

O primeiro-ministro sueco, também nas redes sociais, publicou um vídeo com imagens desde os protestos pró-europeus na Ucrânia, da eleição de Zelensky, da invasão militar russa e de caças Gripen em ação, alguns com a insígnia da Ucrânia.

"Os caças Gripen têm imensas possibilidades. Mas foram concebidos para uma única finalidade. Boa sorte, Ucrânia", escreveu Kristersson na mesma publicação.

Para além da Suécia, o Presidente ucraniano assinou também há alguns meses um acordo de intenções com a França para a aquisição de até 100 caças Rafale, bem como de diversos sistemas de defesa antiaérea e drones.

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