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Delegação iraniana já tem vistos para entrar no México para o Mundial2026

Irão, em guerra com os Estados Unidos e Israel, é um dos 48 países que participará no Mundial2026 de futebol, coorganizado pelos norte-americanos, Canadá e México.

04 de junho de 2026 às 14:08

Os futebolistas e equipa técnica do Irão já têm vistos para o México, com vista à participação no Mundial2026 de futebol, que terá início na próxima quinta-feira, informou esta quinta-feira o embaixador do Irão na Turquia, Mohammad Hassan Habibollahzadeh.

O diplomata iraniano explicou que o processo não obrigou à presença da delegação na embaixada do México, nem à recolha de impressões digitais, embora não tenha especificado que tipo de visto foi emitido.

Habibollahzadeh adiantou que esta emissão foi essencial para evitar contratempos no planeamento da equipa, que, todavia, ainda não tem os vistos necessários para entrar em território dos Estados Unidos.

Neste processo, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, já tinha garantido que o Irão vai disputar o Mundial, levando o presidente norte-americano, Donald Trump, a afirmar que se o dirigente da FIFA disse, então a equipa iraniana vai ter permissão.

O Irão, em guerra com os Estados Unidos e Israel, é um dos 48 países que participará no Mundial2026 de futebol, coorganizado pelos norte-americanos, Canadá e México, e ficará instalado na cidade mexicana de Tijuana.

A seleção iraniana, que se encontra a treinar em Antália, na Turquia, ficará em Tijuana e daí viajará para disputar os três jogos da fase de grupos, agendados para as cidades norte-americanas de Inglewood, no condado de Los Angeles, e Seattle.

O primeiro jogo do Irão no Grupo G será com a Nova Zelândia, em 15 de junho, depois defrontará a Bélgica, em 21 de junho, ambos em Inglewood, e, finalmente, o Egito, em 26 de junho, em Seattle.

A guerra desencadeada no final de fevereiro pela ofensiva israelo-americana contra o regime iraniano causou milhares de mortos, sobretudo no Irão e no Líbano, país que foi arrastado para o conflito pelos ataques do Hezbollah contra Israel em solidariedade com Teerão.

O Irão reagiu à ofensiva com ataques contra países da região, alargando o conflito a grande parte do Médio Oriente, e com o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde circula cerca de um quinto dos hidrocarbonetos para os mercados mundiais.

A guerra fez disparar os preços do petróleo e recear uma recessão económica global, com alertas para o agravamento das condições de vida e da fome, sobretudo em países menos desenvolvidos.

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