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Federação Belga contesta elegibilidade de Balogun e admite medidas

Comissão de Recurso da FIFA rejeitou esta segunda-feira o protesto apresentado pela RBFA sobre a suspensão do castigo de Balogun, permitindo que o avançado defronte a Bélgica no Mundial2026.

06 de julho de 2026 às 20:37

A Federação Belga de Futebol (RBFA) notificou esta segunda-feira a homóloga norte-americana que irá contestar a elegibilidade de Folarin Balogun, caso o jogador conste na lista de convocados, deixando "todas as medidas cabíveis em aberto".

"A RBFA informou a Federação de Futebol dos Estados Unidos que contesta a elegibilidade do jogador, caso este conste na lista de convocados do árbitro. Isto deixa todas as medidas cabíveis em aberto", refere a federação belga em comunicado.

De acordo com a RBFA, até ao momento não foram comunicados os fundamentos da decisão, nem qualquer uma das informações solicitadas desde o início do processo.

A federação recorda que pediu "uma cópia da decisão e da justificação que declara o jogador elegível, bem como o relatório do árbitro", documentos que continuam por fornecer.

A ausência desses elementos, sublinha a RBFA, "constitui uma violação das normas da FIFA", lembrando que "recebeu a decisão da Comissão de Recurso da FIFA, assinada pelo membro Salman Al-Ansari, que declara o protesto da RBFA inadmissível e confirma a decisão anterior que permite a participação de Balogun".

A Comissão de Recurso da FIFA rejeitou esta segunda-feira o protesto apresentado pela RBFA sobre a suspensão do castigo de Balogun, permitindo que o avançado defronte a Bélgica no Mundial2026.

Para a decisão, a FIFA baseou-se no artigo 27 do seu código disciplinar, que estabelece que "o órgão competente pode decidir suspender total ou parcialmente, a execução de uma medida disciplinar".

Balogun, melhor marcador da seleção norte-americana na prova com três golos, recebeu um cartão vermelho direto aos 64 minutos por pisar o pé de Tarik Muharemovic, da Bósnia, na vitória por 2-0 da última quarta-feira, a contar para os 16 avos, contudo, a Comissão Disciplinar da FIFA decidiu suspender o castigo do avançado durante um ano.

Já esta segunda-feira a RBFA tinha lamentado a falta de explicações da FIFA sobre a suspensão do castigo aplicado a Folarin Balogun e acusado o organismo de criar um recurso artificial, adiantando que enviou uma carta à FIFA a solicitar "uma cópia da decisão, uma explicação do processo adotado e expondo a sua posição em relação aos regulamentos aplicáveis".

O Presidente norte-americano, Donald Trump, confirmou esta segunda-feira ter pedido ao líder da FIFA, Gianni Infantino, a reavaliação do cartão vermelho mostrado ao avançado norte-americano Folarin Balogun, para que possa alinhar no encontro frente à Bélgica.

"Pedi uma reavaliação porque não achei que tivesse sido falta", declarou Trump durante um evento na Casa Branca.

Esta segunda-feira, a UEFA acusou a FIFA de "ultrapassar uma linha vermelha" ao retirar o cartão vermelho a Balogun.

"O futebol, como qualquer outro desporto, assenta em regras, que são a base de uma competição justa, honesta e transparente. Por vezes, as regras são passíveis de interpretação. Neste caso, não", refere a UEFA em comunicado.

Os Estados Unidos e a Bélgica defrontam-se na próxima madrugada (01:00 em Lisboa), em jogo dos oitavos de final do Mundial2026, agendado para o Lumen Field, em Seattle.

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