Presidente da FIFA admitiu que nem sempre concorda com as decisões disciplinares, mas insistiu na necessidade de respeitar a autonomia dos órgãos que as tomam.
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, defendeu esta segunda-feira a independência dos órgãos judiciais do organismo e rejeitou qualquer interferência na suspensão do castigo aplicado ao atacante norte-americano Folarin Balogun.
"Os órgãos judiciais da FIFA são independentes. Operam de forma autónoma, aplicam o Código Disciplinar da FIFA e decidem os casos com base nos regulamentos aplicáveis e nos factos específicos apresentados. A sua independência é essencial para a credibilidade e integridade do futebol, e isso deve ser sempre respeitado", disse Infantino.
Numa mensagem divulgada pelos órgãos oficias da FIFA na rede social X, o dirigente confirmou ter sido contactado pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sublinhando que não interveio no processo disciplinar.
"Sim, discuto regularmente assuntos relacionados com o Campeonato do Mundo da FIFA com o Presidente dos Estados Unidos e, sobre este assunto, recebi uma chamada do Presidente Donald Trump, assim como recebo chamadas de chefes de Estado, autoridades governamentais, representantes do futebol e executivos de empresas de todo o mundo sobre diversos assuntos", indicou.
E acrescentou: "Durante a nossa conversa, expliquei que havia um processo legal em curso que envolvia os órgãos judiciais independentes da FIFA e que o caso seria decidido oportunamente pelos órgãos competentes. É assim que o sistema da FIFA funciona, e é um princípio que sempre defenderei".
No entanto, Infantino admitiu que nem sempre concorda com as decisões disciplinares, mas insistiu na necessidade de respeitar a autonomia dos órgãos que as tomam.
"Leio as decisões do Comité Disciplinar da FIFA quando são divulgadas. Às vezes, surpreendo-me com elas. Por vezes, concordo com elas e, outras vezes, discordo. O que faço sempre, no entanto, é respeitar essas decisões e a autonomia dos órgãos que as tomam. Se gostamos ou não de uma decisão é irrelevante", realçou.
Para o presidente da FIFA, o respeito pelas instituições independentes e pelo Estado de direito é o que "protege a integridade" das competições e a credibilidade da FIFA.
A Federação Belga de Futebol (RBFA) contestou a decisão da FIFA de suspender a punição de um jogo aplicada a Folarin Balogun, permitindo ao avançado norte-americano defrontar a Bélgica nos 'oitavos' do Mundial2026.
Balogun, melhor marcador dos Estados Unidos na prova, tinha sido expulso por cartão vermelho direto frente à Bósnia-Herzegovina, mas o organismo justificou a suspensão da sanção com base no artigo 27 do Código Disciplinar, que permite suspender total ou parcialmente medidas disciplinares. A posição da FIFA surgiu poucos dias depois do incidente.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, confirmou esta segunda-feira ter pedido ao líder da FIFA, Gianni Infantino, a reavaliação do cartão vermelho mostrado ao avançado norte-americano Folarin Balogun, para que possa alinhar no encontro frente à Bélgica.
"Pedi uma reavaliação porque não achei que tivesse sido falta", declarou Trump durante um evento na Casa Branca.
Esta segunda-feira, a UEFA acusou a FIFA de "ultrapassar uma linha vermelha" ao retirar o cartão vermelho a Balogun.
"O futebol, como qualquer outro desporto, assenta em regras, que são a base de uma competição justa, honesta e transparente. Por vezes, as regras são passíveis de interpretação. Neste caso, não", refere a UEFA em comunicado.
Os Estados Unidos e a Bélgica defrontam-se na próxima madrugada (01:00 em Lisboa), em jogo dos oitavos de final do Mundial2026, agendado para o Lumen Field, em Seattle.
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