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Venezuela quer retomar voos em pista paralela no principal aeroporto após sismos

Sismos causaram, pelo menos, 3.535 mortos e 16.740 feridos na Venezuela, segundo o mais recente balanço oficial.

07 de julho de 2026 às 07:27

A Venezuela quer retomar em breve alguns voos comerciais numa pista paralela no principal aeroporto do país, que foi danificado pelos sismos de 24 de junho, anunciou a presidente interina.

Delcy Rodríguez, que inspecionou na segunda-feira os trabalhos de recuperação do Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía, anunciou um "plano imediato para retomar as operações de voos comerciais o mais rapidamente possível", sem especificar quando é esperada a retoma.

As declarações foram transmitidas pela emissora estatal Venezolana de Televisión, que exibiu imagens dos equipamentos instalados na pista danificada pelos sismos, que também causaram graves danos nas instalações do terminal, localizado na região devastada de La Guaira, no norte da Venezuela, perto de Caracas.

A chefe de Estado determinou o encerramento do aeroporto logo após os sismos e, desde então, várias companhias aéreas transferiram as operações para a cidade venezuelana de Valência, capital do estado de Carabobo (norte), a 172 quilómetros de Caracas por via terrestre.

A companhia aérea espanhola Iberia anunciou na segunda-feira que irá retomar, na quinta-feira, os voos regulares para a Venezuela, suspensos desde 26 de junho devido aos terramotos.

A transportadora irá operar dois voos semanais entre a capital espanhola Madrid e o Aeroporto Internacional de Valência, com partidas às quintas-feiras e aos domingos.

Os voos de regresso a Madrid farão uma escala técnica em Santo Domingo, na República Dominicana.

No sábado, Delcy Rodríguez tinha anunciado uma aliança internacional para a recuperação do aeroporto de Maiquetía, embora não tenha adiantado detalhes sobre o plano, que deverá estar concluído esta semana.

A presidente afirmou ainda que será iniciado um processo de recuperação dos aeroportos afectados, sem identificar que outros aeroportos sofreram danos, e que toda a infra-estrutura aérea será revitalizada.

Em 29 de junho, a Associação Internacional de Transporte Aéreo manifestou o desejo de retomar as operações regulares no principal aeroporto da Venezuela o mais rapidamente possível, mesmo com infraestruturas temporárias, e ofereceu apoio técnico ao Governo de Caracas.

Os sismos causaram, pelo menos, 3.535 mortos e 16.740 feridos na Venezuela, segundo o mais recente balanço oficial.

Entre os mortos, há pelo menos 96 portugueses e lusodescendentes, e outros 60 estão desaparecidos ou incontactáveis.

Vários países, incluindo Portugal e outros estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.

A base de operações da missão portuguesa de resposta aos sismos está sediada em Catia la Mar, em La Guaira, zona de grande concentração de portugueses e lusodescendentes e uma das mais afetadas.

Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas.

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