Assinado acordo UE-Mercosul, que cria a maior zona de livre-comércio do mundo

Assinatura aconteceu no Paraguai, após negociações que demoraram mais de 25 anos.

Atualizado a 17 de janeiro de 2026 às 17:47
Assinado acordo UE-Mercosul, que cria a maior zona de livre-comércio do mundo Foto: Jorge Saenz/AP
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O acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul foi este sábado assinado na capital do Paraguai, criando assim a maior zona de livre-comércio do mundo após 25 anos de negociação.

O Presidente paraguaio, Santiago Peña, foi o anfitrião do encontro, que também conta com a presença da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do presidente do Conselho Europeu, António Costa, além de outros quatro líderes latino-americanos: Javier Milei (Argentina), Yamandú Orsi (Uruguai), Rodrigo Paz (Bolívia) e José Raúl Mulino (Panamá).

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O Presidente brasileiro, Lula da Silva, é o principal ausente.

Depois dos discursos dos líderes, os responsáveis por assinar o acordo, negociado desde o ano 2000, foi a vez dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos países do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) e o comissário europeu de Comércio, Maros Sefcovic.

O aguardado acordo demorou mais de 25 anos de negociações e cria a maior zona de livre-comércio do mundo, num momento de crescente protecionismo global.

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O acordo permitirá eliminar tarifas para 91% das exportações da UE para o Mercosul e para 92% das vendas sul-americanas para a Europa, abrindo um mercado conjunto de mais de 700 milhões de consumidores e que, juntos, representam um Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente 22 biliões de dólares (19 biliões de euros), segundo dados da Comissão Europeia.

Para a UE, o tratado abre as portas de um mercado historicamente protegido aos seus setores industriais mais competitivos, entre os quais se destacam a indústria automóvel e a maquinaria industrial, onde as atuais tarifas entre 35% e 14% desaparecerão progressivamente.

Outros setores que beneficiarão de forma especial serão o químico e o farmacêutico, bem como produtos agroalimentares protegidos por denominações de origem, como os vinhos e os queijos.

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No caso de Portugal, o azeite e o vinho (duas das maiores exportações portuguesas para o gigante mercado brasileiro) terão as tarifas reduzidas e eliminadas ao longo dos anos.

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