Defesa de Lindsay Clancy pede investigação a jurado que impediu veredicto

Kevin Reddington quer que seja analisada a utilização do telemóvel do jurado Michael Desronvil durante as deliberações.

23 de setembro de 2026 às 12:01
Advogado de defesa Kevin Reddington e a arguida Lindsay Clancy Foto: Greg Derr/The Patriot Ledger via AP, Pool
Partilhar

A defesa de Lindsay Clancy, a , pede ao tribunal que investigue o jurado que esteve no centro do impasse que levou à . O processo terminou dia 4 de setembro sem veredicto, depois de o júri não ter conseguido chegar a uma decisão unânime.

O advogado de Lindsay, , quer que o tribunal analise a utilização do telemóvel do jurado durante as deliberações. A defesa pediu ainda que sejam examinadas as respostas dadas pelo homem durante o processo de seleção do júri, incluindo os questionários preenchidos antes do início do julgamento, de acordo com a BBC.

Pub

Kevin Reddington pediu especificamente ao tribunal que analise chamadas e mensagens feitas pelo jurado entre as 08h00 e as 16h30, hora local, durante todos os dias em que o júri esteve reunido para deliberar. O advogado pretende também verificar se o jurado respondeu de forma verdadeira às perguntas que lhe foram colocadas durante a seleção.

O jurado em causa é Michael Desronvil, o único dos 12 elementos que se recusou a considerar Lindsay Clancy não criminalmente responsável pelas mortes. Segundo vários jurados, a votação acabou dividida em 11-1 a favor dessa conclusão. Desronvil, contudo, afirmou não ter dúvidas sobre a culpa da arguida e sustentou que existiam provas suficientes de que Clancy "sabia exatamente o que estava a fazer".

Michael Desronvil X
Pub

A presidente do júri, uma professora reformada, afirmou que Michael Desronvil admitiu ter dúvidas razoáveis sobre a culpa de Lindsay, mas que, ainda assim, se recusou a votar pela sua absolvição por inimputabilidade. Michael Desronvil nega ter feito essa afirmação.

O advogado de Michael Desronvil classificou o pedido da defesa como um ataque ao jurado por ter cumprido o seu dever cívico. Na rede social X, considerou o requerimento "repugnante" e afirmou que questionar um jurado por discordar da defesa coloca em causa o direito constitucional a um julgamento justo.

Pub

Lindsay Clancy não contesta ter matado os três filhos. A defesa sustentou, contudo, que a mulher não deveria ser considerada criminalmente responsável pelos atos, alegando que sofria de psicose pós-parto no momento das mortes.

Os procuradores apresentaram uma versão diferente dos acontecimentos e defenderam que Clancy tomou uma decisão calculada ao mandar o marido para fora de casa para realizar uma tarefa, aproveitando a sua ausência para estrangular os filhos.

Num requerimento separado, o advogado Kevin Reddington pediu ainda que o processo contra Clancy seja arquivado. Até ao momento, os procuradores ainda não anunciaram se pretendem levar a arguida novamente a julgamento.

Pub

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar