Detido no Paraguai radical bolsonarista acusado de tentativa de atentado à bomba em Brasília

Wellington Macedo de Souza, que se diz jornalista e é dono de um blogue, estava escondido no país vizinho ao Brasil desde o dia 24 de dezembro.

16 de setembro de 2023 às 16:25
Jair Bolsonaro Foto: Marco Bello/Reuters
Partilhar

Um seguidor ultrarradical do ex-presidente Jair Bolsonaro acusado de participação na tentativa de fazer explodir um camião de combustíveis no Aeroporto Internacional de Brasília, o que poderia ter provocado uma grande tragédia humana, foi preso pela Polícia Nacional do Paraguai. Wellington Macedo de Souza, que se diz jornalista e é dono de um blogue, estava escondido no país vizinho ao Brasil desde o dia 24 de dezembro, véspera de Natal de 2022, quando, segundo as autoridades brasileiras, acompanhado por outros dois extremistas de direita levaram

a cabo a tentativa de ataque terrorista, que só não se concretizou porque o motorista do camião de combustíveis onde a potente bomba foi colocada percebeu algo de errado no veículo e chamou a polícia.

Pub

Wellington e os outros dois acusados, já presos e condenados, faziam parte do acampamento de seguidores ultrarradicais do antigo presidente Jair Bolsonaro montado junto ao Quartel-General do Exército, em Brasília, depois da derrota do então governante para Lula da Silva nas presidenciais de outubro do ano passado. Os acampados, que chegaram a ser milhares e tinham o apoio logístico de altos quadros militares, exigiam que as Forças Armadas dessem um golpe de Estado para impedir a tomada de posse de Lula e mantivessem Bolsonaro na presidência com poderes de exceção, comandando uma nova ditadura como a que governou o Brasil entre 1964 e 1985.

Logo após a prisão pelas forças paraguaias em Ciudad Del Este, que faz fronteira com a cidade brasileira de Foz do Iguaçu, Wellington foi entregue à Polícia Federal do Brasil na Ponte da Amizade, que liga as duas cidades e os dois países. Com ele foram presos outros dois brasileiros de extrema-direita, um homem e uma mulher, acusados de outros crimes e igualmente entregues às autoridades do Brasil.

Pub

De acordo com a investigação da Polícia Civil (Judiciária) de Brasília, foi Wellington quem levou de carro desde o acampamento até ao aeroporto da capital brasileira outro acusado, Alan Diego dos Santos Rodrigues, responsável por colocar a bomba sob o camião de querosene de aviação. Ainda segundo a investigação, foi o empresário George Washington de Oliveira Souza quem montou a bomba dentro do acampamento de extremistas junto ao Quartel-General e que a entregou a Alan e a Wellington. 

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar