Ex-ministro da Saúde do Brasil Eduardo Pazzuelo sofre acidente no Rio de Janeiro
Pazzuelo caiu da mota esta sexta-feira, véspera de Natal, e fraturou a clavícula direita e várias costelas mas não corre risco de morrer.
O general brasileiro da activa Eduardo Pazzuelo, 58 anos, que até março passado ocupava o cargo de ministro da Saúde do Brasil, está este sábado internado no Hospital Central do Exército do Rio de Janeiro, depois de ter sofrido um acidente de mota na noite de Natal. Pazzuelo, que agora ocupa o cargo de secretário Especial da Presidência da República, caiu da mota perto das 23h30 desta sexta-feira, véspera de Natal, quando trafegava na zona norte da capital fluminense.
De acordo com o boletim médico divulgado pelo Exército, o general fracturou a clavícula direita e várias costelas mas não corre risco de morrer. Uma outra fonte, uma pessoa ppróxima a Pazzuelo mas que pediu para não ser identificada, acrescentou que o antigo ministro da Saúde do governo de Jair Bolsonaro foi internado numa UTI, Unidade de Tratamento Intensivo, por precaução, mas que deve ser transferido ainda este sábado para um quarto normal naquela unidade.
O acidente aconteceu na Avenida Paulo de Frontin, nas cercanias da Praça da Bandeira, e os Bombeiros chegaram ao local às 23 e 37, segundo o relatório. De acordo com o que foi apurado inicialmente, Pazzuelo bateu com a roda da mota no passeio e caiu aparatosamente.
Eduardo Pazzuelo foi um dos principais incriminados no relatório final da Comissão de Investigação do Senado que apurou erros, crimes e omissões do governo de Jair Bolsonaro no combate à pandemia de Covid-19 no Brasil. Ele foi responsabilizado por milhares de mortes de brasileiros por seguir sem qualquer hesitação o negacionismo de Bolsonaro, por enviar Cloroquina e outros medicamentos sem qualquer eficácia para regiões brasileiras fortemente atingidas pelo Coronavírus, por não ter agido quando ocorreu uma desesperante crise de falta de oxigénio nos hospitais da cidade de Manaus, causando muitas mortes, e por não ter aceite a oferta de vacinas feita por laboratórios internacionais, atrasando e muito o início da vacinação no país, até ser demitido em Março passado por pressão popular e do Congresso.
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