Gerente de bar onde morreram 40 pessoas na Suíça fugiu do incêndio com a caixa registadora cheia de dinheiro
Para além de Jessica, também o marido, Jacques Moretti, de 49 anos, proprietário do bar, é suspeito. Nenhum deles foi detido até ao momento.
A gerente do bar suíço, na estância de Ski em Crans-Montana, onde morreram 40 pessoas na festa de 'boas-vindas' a 2026, foi vista a fugir do estabelecimento, no momento em que as chamas deflagraram, com a caixa registadora que teria o dinheiro pago pelos clientes. Segundo o jornal italiano La Repubblica, cita pelo Daily Mail, Jessica Moretti, francesa de 40 anos, já está a ser investigada por homicídio, assim como pelos danos físicos que outras 119 pessoas, presentes no Le Constellation, nos Alpes suíços, sofreram, nomeadamente, queimaduras.
Apesar de ainda não estar claro, as autoridades acreditam que as chamas tenham tido origem quando os funcionários do bar aproximaram do tecto garrafas de champanhe com 'foguetes'. De acordo com a investigação, citada pela mesma fonte, o fogo provocou uma explosão e impediu que a maioria das pessoas conseguisse fugir.
Para além de Jessica, também o marido, Jacques Moretti, de 49 anos, proprietário do bar, é suspeito. Nenhum deles foi detido. No momento do incêndio, Jacques Moretti não estava no bar.
As questões de segurança estão a ser investigadas pelas autoridades. Segundo funcionários do espaço de diversão noturna, as mesmas eram "precárias" uma vez que os extintores de incêndio se encontravam trancados assim como a saída de emergência do bar.
Ainda que o estabelecimento tenha sido inspecionado apenas três vezes num período de 10 anos, Jacques Moretti afirmou que o bar "seguiu todas as normas de segurança". O casal já se mostrou inteiramente disponível para colaborar com a investigação.
A identificação de todas as vítimas mortais levou alguns dias, considerando que muitas ficaram irreconhecíveis devido às graves queimaduras. Das 40, 26 eram jovens - tinham entre 14 e 18 anos. As vítimas são essencialmente de nacionalidade francesa, suíça, italiana e belga.
O incêndio tirou também a vida uma jovem portuguesa, de 22 anos. Fanny Magalhães estava incontactável desde a tragédia em Crans-Montana. O carro da portuguesa, natural de Santa Maria da Feira, estava estacionado junto ao bar onde ocorreu a tragédia. Fanny vivia com os pais na pequena comunidade de Crans-Montana, onde os progenitores tinham um estabelecimento comercial junto à estância de Ski.
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