Incendiada a casa dos avós de Émile, o menino de dois anos encontrado morto em França
Émile desapareceu no dia 8 de julho de 2023, um dia depois de ter chegado a casa dos avós para passar uns dias de férias na habitação da família na aldeia francesa de Le Vernet.
A casa de férias dos avós de Émile, o menino francês de dois anos que desapareceu em julho de 2023, foi alvo de uma tentativa de incêndio na madrugada do passado fim de semana, do dia 15 para o dia 16 de maio. A informação foi confirmada pelo casal, em entrevista, este domingo, à BFMTV. Os avós dizem estar "em perigo".
A mesma fonte avança um homem de 78 anos como o principal suspeito de atear fogo à casa, que se localiza em Le Vernet. O incêndio foi extinguido e há apenas registos de alguns danos materiais.
"Hoje, os nossos filhos e nós próprios estamos em perigo porque, depois de sermos detidos, fomos massacrados e jogados aos lobos na media", disse o casal à BFMTV.
O suspeito de atear fogo fez-se passar por um jornalista holandês e foi preso, no hotel onde estava hospedado, sem oferecer resistência às autoridades, no dia 16 de maio de manhã. O motivo do incêndio ainda está a ser investigado.
O pequeno Émile, de dois anos e meio, desapareceu no dia 8 de julho de 2023, um dia depois de ter chegado a casa dos avós para passar uns dias de férias na habitação da família na aldeia francesa de Le Vernet.
Durante nove meses, e apesar das várias buscas, a investigação não produziu resultados concretos.
Em março de 2024, as ossadas de Émile Soleil foram encontradas perto do local onde foi visto pela última vez, junto à aldeia de Haut-Vernet, por um homem que por lá passou por acaso, recolhendo os restos mortais e trazendo-os, num saco, até às autoridades.
Um ano depois, os avós maternos foram detidos, por suspeita da prática de crimes de "homicídio voluntário" e "ocultação de cadáver". Os tios da criança também foram visados nesta operação e detidos. Dois dias depois, contudo, os avós maternos e os tios de Émile foram libertados.
A investigação apurou na altura que Émile foi vítima de um "traumatismo facial violento", sugerindo "a provável intervenção de terceiros", segundo um magistrado, salientando que a vertente familiar "não foi descartada".
Em fevereiro deste ano a família pediu novas investigações sobre o caso à justiça francesa. O mistério continua por desvendar. Ainda não se sabem as razões e quem matou Émile.
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