Mistérios e esquecimentos na morte da jovem que foi atirada de uma ponte sem corda no Brasil

Equipamentos de segurança não foram colocados e a jovem teve morte imediata.

15 de junho de 2026 às 12:03
Maria Eduarda tinha 21 anos Foto: Facebook
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O advogado dos três homens presos pela morte de Maria Eduarda Freitas, de 21 anos, revela que os clientes não conseguem explicar como é que a jovem foi lançada da ponte sem corda de segurança durante um salto de Rope Jumping, em Limeira, São Paulo.

"Eles estão em estado de choque, não conseguem explicar o ocorrido, porque eles já fazem isto há anos. Nunca aconteceu algo semelhante. E esta foi a primeira vez que aconteceu", conta o advogado Rafael Gomes dos Santos ao Fantástico, citado pelo G1.

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Nos depoimentos à polícia, um dos suspeitos, Luis Felipe Egoroff, afirmou que dividia as funções de instalação dos equipamentos de segurança com a restante equipa. Quando foi questionado sobre quem falhou na colocação da corda na jovem Maria, o arguido respondeu que não se lembrava.

Maicon Fernandes Cintra, que também fazia parte da equipa, confirmou que participava na verificação de equipamentos mas diz não se recordar se realizou as regras de segurança na jovem. 

O homem que aparece a segurar as pernas da jovem disse que só foi chamado para ajudar no momento em que a jovem foi atirada. Tentou escapar-se de responsabilidades mas a responsável pelo caso destacou que a corda é grande e que era visível que a jovem não estava presa.

O Globo revela ainda que não havia uma empresa regulamentada por trás do evento e que o grupo agia de forma autónoma. Os organizadores dos saltos operavam através de marcas informais como 'Ih Voei' e 'Entre cordas', cujos perfis não existem na Internet.

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Recorde-se que Maria Eduarda, de 21 anos, morreu após ser lançada de uma ponte sem corda de segurança durante a prática de Rope Jumping. Terá pago 180 reais (cerca de 30 euros) pelo salto e 150 (cerca de 25 euros) para saltar com uma câmara 360 graus. Nos vídeos do salto partilhados nas redes sociais, a estudante de Educação Física tem a câmara na mão mas o aparelho não foi encontrado até ao momento.

O jovem que acompanhava Maria foi internado depois de ter assistido à tragédia.

A polícia está a investigar o caso como homicídio por negligência. Os três suspeitos que lançaram a jovem da ponte estão em prisão preventiva. Outros três suspeitos, que estavam no local a vender pulseiras aos participantes, foram libertados. 

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