Suspeito do tiroteio no jantar da Casa Branca confessa que tinha como alvo funcionários do governo de Trump

Serviços secretos norte-americanos referem que suspeito "subestimou" a segurança do espaço e a capacidade dos agentes. Estão a ser realizadas perícias na casa do suspeito.

26 de abril de 2026 às 13:52
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O suspeito do ataque armado que interrompeu o jantar dos correspondentes da Casa Branca, onde estava presente o presidente norte-americano Donaldo Trump, confessou às autoridades que tinha como alvo funcionários do governo dos EUA, de acordo com informação revelada por fontes citadas pela CBS News. Cole Tomas Allen, de 31 anos, foi detido pelos elementos de segurança depois de ter sido imobilizado no momento do ataque no hotel Washington Hilton. A polícia acredita que o homem atuou sozinho. 

Os serviços secretos norte-americanos, Matthew Quinn, referiram que Cole Allen "subestimou" a segurança do espaço e a capacidade de proteção dos agentes norte-americanos, tendo sido "detido no primeiro contacto". "A força de nossa postura de segurança era evidente, com uma infinidade de contramedidas ainda por vir".  

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O chefe da polícia metropolitana de Washington revelou que o suspeito tinha duas armas de fogo e várias facas no momento do ataque. Segundo fontes policiais, foram disparados pelo menos cinco tiros durante o incidente. Um agente dos serviços secretos norte-americanos foi atingido, mas está fora de perigo. O suspeito não foi atingido pelos disparos, mas foi levado ao hospital para avaliação, de acordo com fontes citadas pela CBS. 

Cole Tomas Allen estava hospedado no hotel onde decorria o jantar com as figuras da Casa Branca, mas não foram revelados os detalhes sobre quando efetuou o check-in ou o que é que foi encontrado quando realizadas as buscas ao quarto que lhe foi atribuído 

O procurador-geral Todd Blanche diz que suspeito não está a cooperar com a investigação e que viajou de comboio a partir do local onde viva, nos arredores de Los Angeles, até Chicago, tendo depois seguido para Washington, avança o The Washington Post. 

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Allen formou-se em Engenharia Mecânica em 2017, pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia, terminando um mestrado em Ciências da Computação em 2025, na Universidade Estadual da Califórnia. Terá participado numa associação estudantil cristã e num grupo universitário que praticava jogos de guerra com Nerf, armas de brincar acessíveis a crianças. Aparentemente Cole Allen será democrata. Segundo os registos federais de financiamento de campanhas, contribuiu com 25 dólares para um comité de ação política do partido, em apoio da candidatura de Kamala Harris à presidência em 2024, que acabaria por perder para Donald Trump.

O suspeito vai ser presente a juiz na segunda-feira. Está acusado de porte ilegal de arma de fogo durante um crime violento e de agressão a um agente federal, segundo a procuradora Jeanine Pirro. "Com base no que sabemos até agora, está claro que o indivíduo tinha a intenção de causar o máximo de dano e prejuízo possível", apontou em declarações aos jornalistas. Decorrem perícias das autoridades na casa do suspeito. 

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