Tribunal rejeita apelo para libertar opositor russo Alexei Navalny
Crítico de Putin alegou que Justiça russa sabia que não podia apresentar-se à polícia por estar em tratamento médico na Alemanha.
O opositor russo Alexei Navalny vai continuar detido depois de esta quinta-feira um tribunal rejeitar um apelo para a sua libertação imediata. Na audiência, na qual foi ouvido por videoconferência, considerou como "flagrantemente ilegal" a sua detenção, no dia 17, e concluiu: "Não nos assustarão. Cada vez mais pessoas sabem que a lei está do nosso lado."
Navalny foi detido à chegada a Moscovo, por não respeitar as apresentações periódicas à polícia, parte da pena suspensa de três anos e meio de cadeia a que fora condenado por alegado desvio de fundos. Na audiência desta quinta-feira, a defesa alegou que a Justiça russa sabia perfeitamente que Navalny estava em tratamento na Alemanha desde agosto de 2020, depois de escapar por pouco a um envenenamento com Novichok, pelo qual culpa o regime do presidente Vladimir Putin.
"Querem silenciar-me e assustar-me", disse Navalny na audiência: "Querem mostrar que são vocês quem manda no país. Mas isso não é verdade. Tendes o poder, mas isso não dura para sempre."
Os apelos internacionais multiplicam-se e no sábado passado milhares de pessoas desfilaram em dezenas de cidades da Rússia, em protestos reprimidos pelo regime. Além de Navalny, foram detidos vários dos seus assessores, entre eles a advogada, Lyubov Sobol, e a porta-voz, Kira Yarmysh.
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