Atenas admite virar-se para outros países se falhar acordo.
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A Grécia admitiu ontem procurar financiamento junto de outros países caso não consiga alcançar um acordo com os parceiros da Zona Euro para a renegociação da sua dívida. A afirmação, feita na véspera do importante encontro do Eurogrupo, hoje, em Bruxelas, é vista como uma tentativa de Atenas para pressionar os parceiros europeus, mas estes não parecem dispostos a ceder.
"Aquilo que queremos é um acordo. Mas se não o conseguirmos, se virmos que a Alemanha se mantém firme na sua intenção de destruir a Europa, não teremos outra hipótese senão recorrer a um plano B, que é procurar financiamento noutro lado. Na melhor das hipóteses, os EUA, mas também pode ser a Rússia ou a China", advertiu o ministro grego da Defesa, Panos Kammenos.
Os ministros das Finanças do Eurogrupo reúnem- -se hoje em Bruxelas para ouvir as propostas do ministro grego Yanis Varoufakis, mas as expectativas são reduzidas. O atual programa de resgate termina no final do mês e a Grécia já garantiu que não tenciona pedir uma extensão, porque não concorda com as condições do memorando assinado entre o anterior governo e troika.
Atenas vai tentar convencer os parceiros europeus a substituírem o programa por um regime de financiamento transitório durante seis meses, para ter tempo para renegociar a sua dívida.
A proposta de Varoufakis passa ainda pelo cumprimento de 70% das reformas previstas no atual memorando e substituição das 30% restantes por dez medidas a elaborar em conjunto com a OCDE.
A UE não parece, para já, muito recetiva. "Não vamos negociar outro programa. Já temos um", disse ontem o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble.
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