Francisco conquistou o coração dos jovens moçambicanos ao lembrar o percurso de vida do antigo jogador do Benfica.
Papa lembra Eusébio durante encontro com jovens em Moçambique
Adepto do San Lourenzo, clube centenário da capital argentina, o chefe da Igreja Católica socorreu-se dos seus conhecimentos futebolísticos para cativar os milhares de jovens que esta quinta-feira o ouviam atentamente num encontro inter-religioso em Maputo, Moçambique. "Sei que a maioria de vós gostam muito de futebol, verdade? Recordo um grande jogador de futebol destas terras, que aprendeu a não ser resignado: Eusébio da Silva, o ‘pantera negra’", disse o Papa.
Palavras mágicas saudadas de forma efusiva pela multidão, que não esqueceu nem esquecerá o seu ídolo dos ídolos, ainda que a esmagadora maioria dos presentes nunca o tenha visto jogar.
Estava dado o pontapé de saída para uma jornada gloriosa de Francisco na capital moçambicana, que não se ficou pela referência ao antigo jogador do Benfica. "Começou a sua vida desportiva num clube desta cidade, as dificuldades económicas da sua família e a morte prematura do seu pai não impediram os seus sonhos e a sua paixão pelo futebol fê-lo preservar, sonhar e continuar adiante, chegando a marcar 77 golos por este clube de Maxaquene [ex-Sporting de Lourenço Marques]", continuou Francisco.
A incursão pelo trajeto de vida do homem que encantou o mundo do futebol tinha, naturalmente, um objetivo, um fim. "Mas, sozinho, Eusébio não teria conquistado os seus sonhos, porque futebol é uma modalidade coletiva, que deve inspirar a juventude pelo seu exemplo de solidariedade em campo", concluiu o Papa, antes de saltar das quatro linhas para a pista e lembrar Lurdes Mutola, antiga campeã olímpica e mundial dos 800 metros.
Outra referência do desporto de Moçambique, outro exemplo de vida que Francisco não esqueceu neste seu encontro com os jovens moçambicanos. "Apesar dos vários títulos mundiais que conquistou, não esqueceu a sua origem e o seu país, envolvendo-se em ações humanitárias, nomeadamente a ajuda a novos talentos no atletismo", sublinhou.
A visita do Papa a Moçambique termina esta sexta-feira. Segue-se Madagáscar e as Ilhas Maurícias.
Papa deixa recado aos políticos
"Moçambique é uma nação abençoada e vós sois convidados a cuidar dessa bênção" foi a mensagem do Papa deixada aos membros do Governo moçambicano.
Pede aos jovens que mantenham alegria
"Não deixem que vos roubem a alegria, não deixeis de cantar, de expressar tudo o que aprendestes da vossa tradição" foi o desejo expresso pelo Papa aos jovens.
Francisco elogia esforços de paz e reconciliação
No primeiro discurso em Moçambique, o Papa Francisco elogiou os esforços de paz após décadas de guerra civil: "Conhecestes o sofrimento, o luto e a aflição, mas não deixastes que o critério regulador das relações humanas fosse a vingança ou a repressão, nem que o ódio e a violência tivessem a última palavra."
O segundo Papa a visitar o país, depois de João Paulo II, em 1988, lembrou, contudo, que paz "não é só ausência de guerra", é desenvolvimento e criação de riqueza para todos, de modo que "ninguém se sinta abandonado". E fez um apelo: "Não cesseis esforços enquanto houver crianças sem educação, famílias sem tecto e trabalhadores sem trabalho."
PORMENORES
Mensagem para a Beira
O Papa enviou palavras solidárias às vítimas dos ciclones ‘Idai’ e ‘Kenneth’, que se abateram com especial dureza sobre a região da Beira: "Partilho a vossa angústia e sofrimento."
Em defesa da Terra
Francisco ligou as catástrofes naturais às alterações climáticas e condenou "a espoliação" de recursos naturais, frisando: "A defesa da Terra é também a defesa da vida."
Partilhar as riquezas
Com as eleições gerais à porta, o Papa pediu que "as riquezas da nação "sejam colocadas ao serviço de todos".
Relação próxima
O presidente Nyusi destacou a relação secular com a Igreja católica e o papel de Paulo VI na independência de Moçambique.
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