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Mário Marta: “Tenho-me redescoberto cada vez que canto um ritmo diferente”

O cantor cresceu com a música da Guiné-Bissau e Cabo Verde nas tocatinas em sua casa.

14 de agosto de 2024 às 17:49
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Mário Marta: “Tenho-me redescoberto cada vez que canto um ritmo diferente”

A carreira a solo de Mário Marta começou há cerca de quatro anos e pouco depois gravou o disco ‘Ser de Luz’, que teve uma grande repercussão e, segundo o autor, foi o pontapé de saída. "Não consegui, ainda, aquilo que quero, mas acho que cheguei às pessoas da forma como queria. Catapultou-me um bocado e com ele ganhei alguns prémios. O primeiro que ganhei foi pela IPMA (International Portuguese Music Awads), com a melhor música do mundo (best world music). Depois no CVMA (Cabo Verde Music Awards), a melhor coladeira e melhor interprete masculino, em 2020, e mais recentemente o melhor funaná. Fazem-me pensar muitas vezes que devo continuar e tentar conseguir aquilo que almejo na música tradicional de Cabo Verde", refere o cantor.

Mário Marta já gravou vários ritmos da música tradicional cabo-verdiana, mas não consegue escolher um como o preferido. "Gosto muito da morna, que me fez cantar a música de Cabo Verde, mas tenho-me redescoberto cada vez que canto um ritmo diferente, sinto uma autenticidade, uma verdade, e fico tão feliz. Fico incrivelmente feliz.", garante Mário Marta, que tem uma grande facilidade em falar com os diferentes sotaques das línguas de Cabo Verde e isso fica bem expresso na música que tem gravado, em ritmos das ilhas de Santiago, Fogo ou São Vicente. Os ritmos da Guiné-Bissau também estão presentes na sua música, embora não de maneira tão vincada. "Nas minhas músicas e em mim, acho que é mais em mim, na minha forma de cantar e sentir, tenho presente os ritmos da Guiné-Bissau. País onde nasci, numa altura em que Guiné e Cabo Verde eram país único. Costumo considerar-me um Cabralista, é o que digo sempre. Ainda por cima em minha casa, em São Vicente ou na Guiné, as pessoas falavam todas essas línguas. O crioulo da Guiné, o de Cabo Verde, com as diferentes nuances, é para mim foi muito fácil absorver e falar qualquer uma dessas línguas. E sentir esses ritmos, porque faziam-se tocatinas lá em casa, ora tocavam música brasileira, ora da Guiné ou Cabo Verde. Tudo ficou entranhado em mim", admite Mário Marta.

No último mês foi lançado o videoclipe da música ‘Kel tempo’, do cantor Ricky Boy, que contou com a participação de Mário Marta e Loreta. "A música fala do ‘Cabo Verde de antigamente’, do quão bom era aquele tempo em que eramos miúdos. É um funaná muito forte, bonito, dançável, alegre", informa o cantor sobre o tema que foi filmado em três fases. Ricky Boy gravou em Cabo Verde, Loreta pelos bairros de Lisboa e Costa de Caparica, e Mário Marta, que faz o refrão da música, gravou a sua parte em Lisboa.

O cantor tem participado em várias iniciativas ligadas à música tradicional de Cabo Verde, há poucos dias participou no espetáculo ‘Morabeza em Lisboa’ no Teatro Capitólio, uma homenagem aos maiores nomes da música cabo-verdiana, como Bana, Cesária Évora, Sara Tavares ou Celina Pereira, e que contou com a direção musical de Humberto Ramos. No fim do mês, a 30 de agosto, Mário será a voz da banda Monte Cara, em novo concerto no B.Leza.

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