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Correio da Manhã

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40 autarcas e vereadores assassinados no Brasil em menos de 15 meses

Caso de Marielle Franco correu mundo, mas está longe de ser único naquele país.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 17 de Março de 2018 às 17:26
Marielle Franco
Marielle Franco
Marielle Franco
Marielle Franco
Marielle Franco
Marielle Franco
Marielle Franco
Marielle Franco
Marielle Franco

A morte de Marielle Franco, a vereadora do Rio de Janeiro executada a tiro na rua na noite da passada quarta-feira, foi notícia mundialmente, mas crimes deste tipo estão longe de serem exceção no Brasil. 

Um levantamento realizado pelo site de notícias G1, da Globo, mostra que, desde janeiro do ano passado, dezenas de políticos locais, presidentes de câmara e vereadores, foram assassinados por terras brasileiras.

Segundo esse levantamento, que teve como base reportagens sobre os crimes publicados pelo próprio G1, Marielle Franco foi a 40.ª vítima envolvida na política municipal a ser morta nesse curto período de menos de 15 meses.

Os crimes ocorreram em quase todas as regiões do Brasil, mas com particular predomínio nos estados do nordeste e do norte, e as execuções na maior parte das vezes passaram quase desapercebidas fora das áreas onde ocorreram, por as vítimas não serem políticos de expressão nacional.

Esses não foram, no entanto, os únicos crimes de cunho político ou envolvendo pessoas que desenvolviam atividades políticas nesse periodo. Três suplentes de vereador, que por não terem ainda assumido o cargo não entraram na relação anterior, também foram mortos nesses mesmos 15 meses, e, segundo o PSOL, Partido Socialismo e Liberdade, pelo qual Marielle se elegeu no Rio de Janeiro, pelo menos outras 24 lideranças de movimentos sociais ligados à defesa dos negros, dos trabalhadores rurais ou de homossexuais foram também executadas.

A matança de políticos não começou, no entanto, em 2017, e, recuando-se apenas um ano, deparamo-nos com outro banho de sangue. Na campanha para as eleições municipais de 2016, quando Marielle foi eleita a quinta vereadora mais votada do Rio de Janeiro, nada menos do que 28 candidatos a vereador e presidente de câmara foram assassinados em 17 dos 27 estados do Brasil, muito embora 25 mil militares das Forças Armadas tenham sido enviados para várias regiões do país para reforçarem a segurança no período eleitoral. 

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