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Correio da Manhã

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Ameaça de populismo em dia de eleições decisivas em Espanha

Socialista Pedro Sánchez lidera sondagens e procura maioria de esquerda.
Manuel Jorge Bento 28 de Abril de 2019 às 01:30
Pedro Sánchez, atual líder do governo, é favorito
Pablo Casado abre a porta a um governo de coligação, com Cidadãos e Vox
Jornalistas estavam sequestrados desde julho do ano passado
Pedro Sánchez, atual líder do governo, é favorito
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Espanha decide esta domingo se Pedro Sánchez se mantém na liderança do governo ou se vira à direita, numa altura em que a ameaça da conquista de vários eleitos pela extrema- -direita do Vox já faz soar alarmes na Europa.

Certo é que a questão da autonomia da Catalunha é a pedra no sapato dos partidos que concorrem ao Congresso de Deputados e ao Senado.

As urnas abrem às 09h00 locais (08h00 em Portugal) e nas ruas e locais de voto por toda a Espanha estarão mais de 92 mil elementos de segurança – 45 mil da Guardia Civil, 30 mil da Polícia Nacional, 13 300 polícias locais e 4300 efetivos dos corpos autónomos.

"Estão a dividir a Espanha, com a independência. Muito truque, muito paleio. Nenhum partido é bom para a Catalunha. O que quero é trabalho para quem está em idade de trabalhar. Meter a mão e roubar, não!", afirma ao CM Pedro Veja, de 85 anos, o mais velho morador na zona das Ramblas – local turístico no centro de Barcelona. Ali, as opiniões dividem-se sobre qual a melhor solução de governo para a província.

"Quem quer a independência são os capitalistas espanhóis, não são apenas os catalães. Catalães há poucos e quem quer a independência é muita gente. Todos os ricos de Espanha, catalães também, usam a independência para um paraíso fiscal na Catalunha. E isso não dizem. E por isso vencerão", refere Jose Monserrat, 63 anos.

"Eu não vou votar porque estou desiludido com os partidos. Não confio, não acredito. Perderam credibilidade", diz Agustin Costarvoz, de 65 anos.

Um cenário é bastante provável: depois de uma alternância no poder entre os socialistas do PSOE e os democratas liberais do PP durante décadas, desta vez deverá ser necessária uma aliança política para que haja um governo estável.

O atual líder do governo, Pedro Sánchez, é favorito, mas está longe da maioria absoluta.
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