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Anúncio de fim de cessar-fogo faz preço do petróleo Brent disparar 5,92% e ultrapassar 78 dólares

Donald Trump, afirmou, esta quarta-feira, que o cessar-fogo com o Irão acabou e apelidou os líderes iranianos de "escumalha" e mentirosos.

08 de julho de 2026 às 10:32

O preço do barril de Brent, referência para a Europa, voltou, esta quarta-feira, a ultrapassar os 78,5 dólares, subindo acima de 5,92%, após o anúncio do fim do cessar-fogo entre EUA e Irão, pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.

Cerca das 09h45 em Lisboa, o barril de Brent do Mar do Norte era negociado a 78,55 dólares, numa subida de 5,92% face à véspera e mais 4,39 dólares.

Já o WTI para entrega em agosto, referência para os EUA, subia 5,32%, para 74,19 dólares.

Donald Trump, afirmou, esta quarta-feira, que o cessar-fogo com o Irão acabou e apelidou os líderes iranianos de "escumalha" e mentirosos.

"No que a mim me diz respeito, acabou", respondeu Donald Trump aos jornalistas à margem da cimeira da NATO, que termina, esta quarta-feira, em Ancara, capital da Turquia.

Trump afirmou que "não quer lidar mais com essa gente", apelidando os líderes iranianos de "escumalha", "mentirosos" e "pessoas violentas e cruéis que se tivessem uma arma nuclear, usá-la-iam".

Na terça-feira, o Comando Central dos EUA (Centcom, na sigla em inglês) confirmou ataques contra mais de 80 alvos em território iraniano, na sequência de disparos contra três navios comerciais no estreito de Ormuz.

Segundo o Centcom, mais de 60 pequenas embarcações da Guarda da Revolução Islâmica iranianas foram atacadas "para reduzir a capacidade do Irão de continuar a atacar o comércio internacional que flui através do corredor comercial internacional".

A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Kaja Kallas, considerou que os novos ataques norte-americanos e iranianos "complicam ainda mais as já difíceis negociações" entre Washington e Teerão, anunciando um debate com os países do Golfo.

Na mensagem, Kaja Kallas referiu que, "ao abrigo do memorando, Teerão compromete-se a reabrir o estreito de Ormuz", mas "os seus recentes ataques a navios nas proximidades do estreito violam esse compromisso e ameaçam interromper o restabelecimento do fornecimento de energia".

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