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Bolsonaro reaparece para trabalhar após estar mais de 20 dias isolado

Presidente brasileiro esteve isolado e calado com uma suposta depressão, por ter sido derrotado nas presidenciais por Lula da Silva.

23 de novembro de 2022 às 14:28

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, foi esta quarta-feira ao palácio presidencial pela primeira vez em 20 dias, durante os quais esteve isolado e calado na residência oficial com uma suposta depressão por ter sido derrotado nas presidenciais pelo arqui-inimigo Lula da Silva. Desde a derrota na segunda volta das presidenciais, em 30 de outubro, Bolsonaro só tinha ido ao local onde trabalha, o Palácio do Planalto, duas vezes, nos passados dias um e três, mas ficou lá somente poucos minutos.

Esta quarta-feira, o ainda presidente chegou cedo ao seu gabinete, não quis falar com a imprensa nem com apoiantes que continuavam lá até perto do final da manhã. O único compromisso que consta na sua agenda é um encontro com o seu ex-ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, eleito senador em outubro.

Depois de não ter conseguido ser reeleito, Jair Bolsonaro isolou-se na residência oficial, o Palácio da Alvorada, e, ao contrário do que costumava fazer, deixou de participar nas redes sociais e de falar com os seguidores que diariamente se concentram à saída do edifício esperando uma palavra do chefe de Estado ou poderem dar um recado e tirar uma foto. Os poucos aliados com quem Bolsonaro falou nesse periodo de isolamento relataram inicialmente que ele estava com um quadro depressivo, ficava calado pelos cantos e parecia ausente, mas a versão oficial, divulgada nos últimos dias, é que o presidente não saiu do palácio por estar com uma grande ferida numa das pernas, que o impossibilitava de andar.

Bolsonaro reapareceu esta quarta-feira em público, curiosamente, um dia após o seu partido, o Partido Liberal, ter instaurado no Tribunal Superior Eleitoral uma acção pedindo a anulação dos votos de 58,18% das urnas electrónicas e a invalidação da eleição de Lula. Até esta terça, nem Jair Bolsonaro nem o Partido Liberal tinham questionado o resultado das eleições, mas também não o tinham reconhecido, numa manobra ambígua característica do chefe de Estado, que diz coisas vagas para ver o que acontece e, dependendo da repercussão, escolher um lado ou outro.

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