Chefe de Governo insiste que ignorava a dimensão dos excessos cometidos e nega ter ignorado as normas da Covid-19.
O relatório final da investigação de Sue Gray às festas proibidas do Governo britânico em tempos de confinamento sublinha que esses eventos “não deveriam ter acontecido” e descreve excessos alcoólicos que levaram pessoas a vomitar e a despejar vinho nas paredes e chão da residência do primeiro-ministro. Acusa ainda os responsáveis máximos do executivo, desde logo Boris Johnson, dizendo que “devem assumir responsabilidades por essa cultura” de excessos e violação reiterada das regras de isolamento impostas a todos os cidadãos.
Johnson garantiu que assume “inteira responsabilidade” por tudo que aconteceu mas reitera que não se demite e garantiu no Parlamento e numa conferência de imprensa posterior que algumas revelações chocantes sobre as festas são uma novidade para ele, apesar de várias festas terem acontecido na residência oficial e até no seu próprio gabinete.
O relatório refere, por exemplo, uma festa de despedida de junho de 2020, “na qual houve consumo excessivo de álcool”, o que levou pelo menos uma pessoa a vomitar, e causou confrontos físicos entre duas outras. Noutra festa, em abril de 2021, na véspera do funeral do príncipe Filipe, marido da Rainha Isabel II, as celebrações prolongaram-se pela madrugada e alguns convivas ébrios destruíram o baloiço dos filhos de Johnson no jardim.
“Sinto-me humilde perante isto e aprendi uma lição”, disse Johnson, reiterando que em nenhum momento pensou estar a violar as normas e dizendo que encarou a sua presença em alguns eventos de despedida de funcionários “como um dever” e parte das suas funções. Sobre os maus-tratos e insultos a pessoal de limpeza e de segurança, denunciados no relatório, Johnson pediu desculpa e garantiu que vai investigar. “Ao pedir desculpas hoje [aos funcionários] fiz averiguações e vou continuá-las”, garantiu.
O relatório final da investigação de Sue Gray às festas proibidas do Governo britânico em tempos de confinamento sublinha que esses eventos “não deveriam ter acontecido” e descreve excessos alcoólicos que levaram pessoas a vomitar e a despejar vinho nas paredes e chão da residência do primeiro-ministro. Acusa ainda os responsáveis máximos do executivo, desde logo Boris Johnson, dizendo que “devem assumir responsabilidades por essa cultura” de excessos e violação reiterada das regras de isolamento impostas a todos os cidadãos.Johnson garantiu que assume “inteira responsabilidade” por tudo que aconteceu mas reitera que não se demite e garantiu no Parlamento e numa conferência de imprensa posterior que algumas revelações chocantes sobre as festas são uma novidade para ele, apesar de várias festas terem acontecido na residência oficial e até no seu próprio gabinete.O relatório refere, por exemplo, uma festa de despedida de junho de 2020, “na qual houve consumo excessivo de álcool”, o que levou pelo menos uma pessoa a vomitar, e causou confrontos físicos entre duas outras. Noutra festa, em abril de 2021, na véspera do funeral do príncipe Filipe, marido da Rainha Isabel II, as celebrações prolongaram-se pela madrugada e alguns convivas ébrios destruíram o baloiço dos filhos de Johnson no jardim.“Sinto-me humilde perante isto e aprendi uma lição”, disse Johnson, reiterando que em nenhum momento pensou estar a violar as normas e dizendo que encarou a sua presença em alguns eventos de despedida de funcionários “como um dever” e parte das suas funções. Sobre os maus-tratos e insultos a pessoal de limpeza e de segurança, denunciados no relatório, Johnson pediu desculpa e garantiu que vai investigar. “Ao pedir desculpas hoje [aos funcionários] fiz averiguações e vou continuá-las”, garantiu.PORMENORES
Ocultação deliberada
Johnson recusou comentar as referências do relatório ao seu ex-assessor Martin Reynolds, que teve a ideia de uma festa em que “cada um levou as bebidas” e que comentou, depois, “parece que escapámos incólumes”, sinal de que havia consciência dos abusos e uma intenção deliberada de encobrimento.
Testemunhos obtidos por Sue Gray revelam que os participantes nas celebrações proibidas recebiam mensagens por SMS a instruir os mais ébrios para saírem pela porta das traseiras, para evitar polémicas.
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