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Correio da Manhã

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As histórias das crianças, pais e heróis que morreram nos ataques terroristas

Identidades começam a ser reveladas. Criança de três anos entre os que perderam a vida.
16 de Março de 2019 às 09:47
Mucad Ibrahim
Omar Nabi mostra a foto do pai morto Daoud Nabi no telemóvel
Haji Daoud Nabi
Naeem Rashid
Lilik Abdul Hamid
Atta Elayyan
Husne Ara Parvin
Ashraf Ali
Sayyad Milne
Syed Jahandad Ali
Mucad Ibrahim
Omar Nabi mostra a foto do pai morto Daoud Nabi no telemóvel
Haji Daoud Nabi
Naeem Rashid
Lilik Abdul Hamid
Atta Elayyan
Husne Ara Parvin
Ashraf Ali
Sayyad Milne
Syed Jahandad Ali
Mucad Ibrahim
Omar Nabi mostra a foto do pai morto Daoud Nabi no telemóvel
Haji Daoud Nabi
Naeem Rashid
Lilik Abdul Hamid
Atta Elayyan
Husne Ara Parvin
Ashraf Ali
Sayyad Milne
Syed Jahandad Ali
Já começaram a ser identificadas as 49 vítimas dos dois ataques a mesquitas de Christchurch, na Nova Zelândia. O terrorista Brenton Tarrant entrou a disparar nos locais e revelou, antes de perpetrar os massacres, que os faria "para reduzir diretamente o rácio de imigrantes para os países europeus". 

Daoud Nabi, um afegão de 71 anos, foi a primeira vítima mortal a ser confirmada no ataque terrorista desta sexta-feira. Foi para a Nova Zelândia nos anos 80.

Mucad Ibrahim, de três anos, esteve na lista dos desaparecidos mas a família já confirmou a sua morte. No Facebook, escreveram que vão sentir "profundamente" a morte do menino. Abdullahi Dirie, de quatro anos, também morreu no tiroteio, de acordo com o The Washington Post

Também Haji Daoud Nabi, de 71 anos, Naeem Rashid e o seu filho Talha, de 21, perderam a vida no massacre. 

Haji Daoud Nabi tinha cinco filhos, avança o Daily Mail, e era um engenheiro reformado. Em 1977 tinha trocado o Afeganistão pela Nova Zelândia. Meteu-se à frente de Brenton Tarrant para evitar que outro fiel fosse morto. Foi baleado e morreu. 

Naeem Rashid foi outro dos heróis. Lutou contra o terrorista e tentou tirar-lhe a arma de modo a que o ataque terminasse. Este gesto, que poderá ter salvado muitas vidas, custou a de Rashid. O homem ainda foi transportado para o hospital mas acabou por não resistir à gravidade dos ferimentos. 

Naeem Rashid trabalhava num banco no Paquistão antes de se mudar para a Nova Zelândia onde era professor. 

Lilik Abdul Hamid foi inicialmente dado como desaparecido mas a sua morte no massacre veio a confirmar-se posteriormente. Hamid era natural da Indonésia e tinha escolhido Christchurch para viver quando decidiu emigrar. 

Atta Elayyan, de 33 anos, era guarda-redes de futsal. Natural do Kuwait, o empresário tinha sido pai há pouco tempo.

Husne Ara Parvin, 42 anos, foi morta a tiro quando tentava chegar perto do marido, com mobilidade reduzida. A mulher era natural do Bangladesh.

Khaled Mustafa era um refugiado sírio e morreu na mesquita de Al Noor. O seu filho, Zaid, de 13 anos, ficou em estado grave e foi sumbetido a uma delicada cirurgia. Outro filho de Khaled, Hamza, está desaparecido.


Ashraf Ali é outra das vítimas. O imã da mesquita Masjid Al Noor, uma das atacadas, nasceu nas Fiji. Vora Ramiz, de 28 anos, e Hussain Al Umari, de 36, também perderam a vida. A família Al Umari tinha emigrado na Nova Zelândia, proveniente dos Emirados Árabes Unidos. 

O nome de Salwa Mirwan Mohamad está na lista dos que morreram nos ataques mas não foram reveladas mais informações.

Sayyad Milne, de 14 anos, está dado como desaparecido. 

O ministério paquistanês dos Negócios Estrangeiros revelou que ainda há cinco cidadãos do país desaparecidos. Syed Jahandad Ali é um deles.
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