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Correio da Manhã

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Terrorista que matou 49 pessoas na Nova Zelândia visitou Portugal

Brenton Tarrant conta que visitou vários países europeus e diz que foi na Europa que começou a planear ataques.
F.J.G. 16 de Março de 2019 às 01:30
Vídeo foi filmado como um videojogo de guerra
Atirador foi detido após perseguição policial
Vítimas foram massacradas
Polícia abalroou o carro do terrorista
Arsenal de armas a bordo incluía espingardas automáticas
Vídeo foi filmado como um videojogo de guerra
Atirador foi detido após perseguição policial
Vítimas foram massacradas
Polícia abalroou o carro do terrorista
Arsenal de armas a bordo incluía espingardas automáticas
Vídeo foi filmado como um videojogo de guerra
Atirador foi detido após perseguição policial
Vítimas foram massacradas
Polícia abalroou o carro do terrorista
Arsenal de armas a bordo incluía espingardas automáticas
O terrorista que matou 49 pessoas em ataques a mesquitas na Nova Zelândia visitou Portugal durante um périplo pela Europa que o terá inspirado a fazer o massacre.

Num manifesto de mais de 70 páginas que partilhou na Internet, o australiano Brenton Tarrant, de 28 anos, conta que foi o terrorismo radical islâmico a motivá-lo a fazer os ataques.

"Estava a viajar como turista na Europa ocidental, em França, Espanha, Portugal e outros países", lê-se no documento, no qual conta o que o levou a decidir usar a violência contra os muçulmanos: "O primeiro acontecimento que começou a mudar-me foi o atentado em Estocolmo, a 7 de abril de 2017. Foi mais um ataque terrorista de uma lista aparentemente infindável [...] Mas, por alguma razão, este foi diferente".

O que fez a diferença nesse ataque, explica Tarrant, foi a morte de Ebba Akerlund, uma menina "que ia ter com a mãe depois da escola, quando foi assassinada por um atacante islâmico ao volante de um carro roubado".

O texto está pautado por insultos racistas e por declarações de vingança contra "os invasores" que, diz, ameaçam o Ocidente branco. Diz que tenciona "criar uma atmosfera de medo", e uma "polarização" da Europa que conduza a "reação final" contra os imigrantes.

Fala também dos EUA, onde diz querer ver "uma guerra civil" que coloque as muitas raças e etnias que constituem esse país umas contra as outras.

Entre as figuras que diz admirar refere Donald Trump, que considera um símbolo "renovador da identidade branca". Fala ainda de Oswald Mosley, líder pró-nazi britânico na II Guerra Mundial e conta também que contactou Anders Breivik. Do radical de direita que levou a cabo o massacre de 2011 na Noruega diz ter recebido "a bênção" para os atentados nas mesquitas.

Redes sociais criticadas por causa de vídeo das mortes
O Facebook, o Twitter e o YouTube afirmaram fazer todos os possíveis "para remover conteúdos violentos" partilhados por utilizadores, mas a verdade é que muitas horas após o ataque na Nova Zelândia as imagens filmadas pelo atirador continuavam acessíveis online e recebiam comentários.

PORMENORES
Mulheres e crianças
Entre as vítimas mortais do massacre há mulheres e crianças, referiu a Polícia, sem avançar, de imediato, a identidade das vítimas mortais.

Dylann Storm Roof
Além do norueguês Anders Breivik, o terrorista diz admirar Dylann Storm Roof, o supremacista branco que a 17 de junho de 2015 matou nove pessoas numa igreja de Charleston, Carolina do Sul, frequentada pela comunidade negra.

Cúmplices detidos
A Polícia não identificou os três suspeitos detidos, mas pensa- -se que dois deles poderão ter prestado auxílio ao autor dos tiroteios, pois só ele foi acusado de homicídio.

CASOS NA INTERNET
Abril de 2017
O tailandês Wuttisan Mongtalay, 20 anos, emitiu ao vivo, no Facebook, o momento em que enforcou e matou a filha, de 11 meses. O vídeo mostrava ainda o suicídio do homicida e foi visto por mais de 110 mil pessoas. Só seria retirado após mais de 24 horas disponível.

Abril de 2017
Em Cleveland, nos EUA, Steve Stephens, de 37 anos, transmitiu ao vivo, no Facebook, o momento em que abordou um idoso na rua, aparentemente ao acaso, para depois o executar com um tiro na cabeça.

Fevereiro de 2017
Antonio Perkins, de 28 anos, membro de um gangue de Chicago, filmou e divulgou em direto, no Facebook, o momento em que era perseguido pela Polícia. As imagens terminaram no momento em que foi atingido mortalmente por um disparo.

Abril de 2016
A adolescente de 18 anos Marina Alexeevna Lonina foi detida em Ohio, EUA, depois de transmitir em direto, no Periscope, uma menor a ser violada por Raymond Boyd Gates, de 29 anos. Foram ambos condenados a 40 anos de cadeia por violação.

Dezembro de 2014
Duas adolescentes de 13 e 14 anos espancaram e mataram Angela Wrightson em Hartlepool, Inglaterra. As homicidas fizeram selfies junto da vítima que depois partilharam no Snapchat. Após a partilha foram detidas.

Junho de 2016
Kenneth Alan Amyx, 45 anos, residente no Texas, foi acusado de esfaquear e matar a namorada, Jennifer Streit-Spears, 43 anos. Partilhou no Facebook duas fotografias ao lado do cadáver, imagens que a rede social só retirou da internet após 36 horas.

Vítimas estrangeiras
Entre as vítimas há cidadãos do Bangladesh, da Índia e da Indonésia.

Minoria muçulmana
Os muçulmanos na Nova Zelândia são apenas 1% da população, menos de 50 mil.

Diversidade cultural
Islâmicos no país incluem turcos, libaneses, indianos, paquistaneses, entre outros.

Maioria cristã
Cerca de 48% da população é cristã e 6% de outras religiões. A mais vasta é a hindu.
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