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Deputados norte-americanos propõem banir DeepSeek dos dispositivos governamentais

Josh Gottheimer e Darin LaHood argumentam que plataforma representa "ameaça alarmante à segurança nacional dos Estados Unidos".

07 de fevereiro de 2025 às 14:20

Os deputados norte-americanos apresentaram na quinta-feira um projeto de lei para impedir a utilização da aplicação chinesa de inteligência artificial (IA) DeepSeek em dispositivos governamentais por razões de cibersegurança, segundo a agência AFP.

O deputado democrata Josh Gottheimer apresentou o projeto de lei ao lado do republicano, Darin LaHood, argumentando que a plataforma chinesa representa uma "ameaça alarmante à segurança nacional dos Estados Unidos".

Para os deputados, a empresa chinesa, que surpreendeu o setor da IA ao lançar um robô de conversação a baixo custo, tem "ligações diretas" com o Governo chinês.

Na quarta-feira, a empresa norte-americana de cibersegurança, Feroot Security, afirmou que o modelo de IA da DeepSeek continha linhas de código que permitiam transmitir dados pessoais à 'China Mobile', uma empresa estatal chinesa de telecomunicações.

"O Partido Comunista Chinês (PCC) deixou claro que usará qualquer ferramenta à sua disposição para minar a segurança norte-americana, espalhar desinformação perigosa e recolher dados sobre os norte-americanos", disse Gottheimer em comunicado citado pela AFP.

Já o deputado Darin LaHood considerou a DeepSeek uma "empresa afiliada ao PCC" e afirmou que "em circunstância alguma" deveria ser autorizada a "adquirir dados governamentais sensíveis" ou dados de utilizadores.

Vários países já tomaram medidas contra a aplicação chinesa, invocando preocupações em matéria de cibersegurança.

Na Correia do Sul, o Ministério da Defesa e o Ministério do Comércio anunciaram que bloquearam o acesso ao DeepSeek nos seus computadores, aguardando explicações da empresa sobre a forma como trata as informações recolhidas dos utilizadores.

Na Austrália, a utilização dos programas DeepSeek foi proibida em todos os dispositivos governamentais devido a um "nível inaceitável de risco de segurança".

França e Irlanda também anunciaram a sua intenção de pedir informações à empresa chinesa sobre proteção de dados.

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