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Grande desigualdade entre crianças em Portugal

Maior desigualdade em quatro países do sul da Europa.

14 de abril de 2016 às 10:39

Portugal foi um dos países que registou o maior aumento da desigualdade no rendimento das famílias com crianças, revela um relatório da Unicef que analisou 41 países da União Europeia e da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

"Nos grandes países do sul da Europa, Grécia, Espanha, Itália e Portugal, registaram-se diferenças nos rendimentos superiores a 60%, tal como em Israel, no Japão e no México", refere o documento, que analisa as disparidades em termos de rendimento, desempenho escolar, problemas de saúde e satisfação com a vida reportados pelas próprias crianças.

Segundo o documento, o maior aumento na desigualdade, de pelo menos 5%, foi registado em quatro países do sul da Europa, Espanha, Grécia, Itália e Portugal, e em três países da Europa Oriental: Eslováquia, Eslovénia e Hungria.

Em todos estes países, com exceção da Eslováquia, o rendimento médio das famílias com crianças desceu, refere o relatório "Equidade para as crianças: Uma tabela classificativa das desigualdades de bem-estar das crianças nos países ricos".

Crianças pobres cada vez mais longe das ricas

As desigualdades entre as crianças mais desfavorecidas e as restantes têm vindo a aumentar em muitos países ricos, denuncia a UNICEF num relatório divulgado esta quinta-feira.

Intitulado "Equidade para as crianças: Uma tabela classificativa das desigualdades de bem-estar das crianças nos países ricos", o relatório classifica 41 países, incluindo os da União Europeia e da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE).

Em geral, o estudo conclui que os rendimentos das famílias que estão abaixo da média têm aumentado mais lentamente do que os que estão na metade superior, o que aumenta a desigualdade e acentua a pobreza entre as crianças do primeiro grupo.

Em numerosos países, "o fosso aumentou ainda mais entre as crianças mais desfavorecidas e os seus pares desde os anos 2000", pode ler-se no documento.

Disparidades de género

Em dez países, as disparidades de género aumentaram desde 2002, nomeadamente no Canadá, Estados Unidos da América, Reino Unido e Suécia. Estas diferenças tendem a manter-se na idade adulta.

Na educação, "muito poucos países conseguiram reduzir simultaneamente a taxa de sucesso escolar e o número de alunos com dificuldades na leitura".

Alguns países considerados exemplares, como a Finlândia e a Suécia, viram mesmo aumentar as desigualdades e baixar o desempenho escolar.

Em todos os países da OCDE, as crianças mais desfavorecidas têm um atraso equivalente a três anos de escolaridade na leitura em relação à média.

Quanto à "satisfação na vida", a desigualdade agravou-se em mais de metade dos países.

Mas também há boas notícias: as desigualdades nos níveis de atividade física e dos hábitos alimentares diminuíram na maioria dos países ricos.

A UNICEF reconhece em conclusão que o nível de rendimento e a situação familiar condiciona de forma relevante as oportunidades de êxito de uma criança.

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