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Pesca da sardinha reabre sem peixe na Figueira da Foz: Foi assim a noite da primeira safra do ano

Sete embarcações regressaram ao mar para o início da época e regressaram vazias. O almoço com o Ministro da Agricultura e do Mar foi com sardinhas compradas em Matosinhos.

05 de maio de 2026 às 01:30

A expectativa era muita mas a sardinha foi pouca ou nenhuma. Após cinco meses paradas, sete embarcações regressaram na segunda-feira ao mar da Figueira da Foz para dar início à época da pesca da sardinha. Uma noite de lua cheia, com "o mar calmo e algum vento inesperado" mas com um sentimento de desânimo. O 'CM' acompanhou a noite da primeira safra do ano a bordo da traineira 'Princesa do Mondego' com uma tripulação de vinte pescadores que regressaram a terra, após uma noite intensa no mar, com as dornas vazias. "Foi uma noite triste todos e principalmente para quem depende do que pesca para ganhar dinheiro. Não pescamos, não ganhamos. E a sardinha é um mistério, nunca sabemos onde anda. Hoje não apanhámos nenhuma mas amanhã já pode haver com abundância", explicou o mestre Rui Lima, que já conta com mais de 35 anos de trabalho no mar e mantém a fé que vai ser uma época de "muita e boa sardinha".

Para o mestre que não tirou as mãos do leme ao longo das 75 milhas percorridas entre as praias de Mira e Pedrógão Grande, as mudanças no tempo justificam a falta da sardinha que é um dos maiores recursos do setor. 

O ministro da Agricultura e do Mar, José Manuel Fernandes, acompanhou a noite de trabalho dos pescadores a bordo da embarcação 'Miguel Lé'. Após uma noite que não teve o desfecho esperado e com um almoço marcado com o ministro, foi necessário ir buscar a sardinha à lota de Matosinhos a uma das embarcações que também pertence ao armador Miguel Lé. "Ir ao mar é importante para ter o presente de saber das dificuldades e decidir melhor", disse o ministro que destacou a relevância de ter passado oito horas no mar. O membro do governo visitou ainda os estaleiros navais onde há embarcações a serem construídas de raiz ao abrigo do PPRR que vão responder às necessidades do setor. 

A pesca da sardinha em Portugal reabriu, mas com uma quota inferior em 960 toneladas em relação ao ano passado. Esta decisão surge no âmbito do Plano Plurianual de 2021 a 2026, que estabelece um limite total de 50.294 toneladas para a Península Ibérica, das quais Portugal poderá capturar 33.446 toneladas, correspondendo a 66,5% da quota.

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