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Duas pessoas interrogadas sobre atentado em Itália

Duas pessoas foram interrogadas pela polícia em Brindisi, no sudeste da Itália, no âmbito da investigação sobre o atentado que matou, no sábado, uma estudante e feriu outras cinco, segundo o site do ‘Corriere della Sera’.
20 de Maio de 2012 às 11:24
Segundo o site de informações, as duas pessoas interrogadas foram "identificadas através de gravações das câmaras de vigilância" situadas perto da escola, onde ocorreu o atentado
Segundo o site de informações, as duas pessoas interrogadas foram 'identificadas através de gravações das câmaras de vigilância' situadas perto da escola, onde ocorreu o atentado FOTO: EPA

"A pista seguida pela polícia é de uma acção terrorista", adianta o jornal italiano, baseado em informações publicadas no site www.Brindisireport.it.

Segundo o site de informações, as duas pessoas interrogadas foram "identificadas através de gravações das câmaras de vigilância" situadas perto da escola, onde ocorreu o atentado.

Duas bombas feitas com botijas de gás explodiram pelas 07:45 locais (mesma hora em Lisboa) de sábado junto à escola secundária Francesca Morvillo Falcone, nome da mulher do célebre juiz anti-máfia Giovanni Falcone, que foi morto num atentado em 1992.

Uma adolescente de 16 anos terá morrido na sequência de ferimentos causados pela explosão, depois de ter sido transportada para o hospital. Mais cinco estudantes sofreram ferimentos, mas outros relatos apontam para a existência de sete e dez vítimas.

O mesmo site adianta que um dos suspeitos é um ex-soldado de carreira com conhecimentos de electrónica, que tem familiares que vendem garrafas de gás para uso doméstico.

A polícia já revistou as casas dos suspeitos.

O ataque, ainda não reivindicado e que é inédito na Itália devido ao alvo escolhido, uma escola, gerou uma onda de choque em todo o país, com manifestações em Roma, Nápoles, Milão e Bolonha.

Os manifestantes expressaram receio de surgir uma nova vaga de atentados, como aconteceram em 1992 e 1993 e que tinha como alvo os juízes anti-Mafia Falcone e Borsellino e edifícios públicos.

Mas muitos também temem um regresso aos anos negros do terrorismo, quando as operações das Brigadas Vermelhas e do "terrorismo negro" neo-fascista fizeram 415 mortes em 15.000 ataques cometidos entre 1969 e 1988.

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