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Correio da Manhã

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Duplo vestiu roupas de Khashoggi para parecer que este deixou consulado com vida

Autoridades turcas provam que a morte não foi acidental.
Ricardo Ramos 23 de Outubro de 2018 às 01:30
O jornalista Jamal Khashoggi
Jamal Khashoggi à entrada do consulado saudita e o duplo vestido com as roupas do jornalista
O jornalista Jamal Khashoggi
Hatice era noiva do jornalista Jamal Khashoggi
Hatice era noiva do jornalista Jamal Khashoggi
O jornalista Jamal Khashoggi foi assassinado em Istambul
O jornalista Jamal Khashoggi
Jamal Khashoggi à entrada do consulado saudita e o duplo vestido com as roupas do jornalista
O jornalista Jamal Khashoggi
Hatice era noiva do jornalista Jamal Khashoggi
Hatice era noiva do jornalista Jamal Khashoggi
O jornalista Jamal Khashoggi foi assassinado em Istambul
O jornalista Jamal Khashoggi
Jamal Khashoggi à entrada do consulado saudita e o duplo vestido com as roupas do jornalista
O jornalista Jamal Khashoggi
Hatice era noiva do jornalista Jamal Khashoggi
Hatice era noiva do jornalista Jamal Khashoggi
O jornalista Jamal Khashoggi foi assassinado em Istambul
O esquadrão da morte responsável pelo assassinato de Jamal Khashoggi no consulado saudita em Istambul, na Turquia, usou um duplo vestido com as roupas do jornalista para fazer parecer que este abandonou o edifício com vida, o que, segundo as autoridades turcas, prova que a morte não foi acidental, mas antes um "monstruoso assassinato" cuidadosamente planeado.

Imagens de videovigilância mostram um homem da estatura e compleição idênticas a Khashoggi e vestido com as roupas do jornalista a sair do consulado pela porta das traseiras no dia em que o crítico do regime saudita desapareceu.

O mesmo homem passeou-se depois por vários pontos de Istambul, incluindo a famosa Mesquita Azul, como que para garantir que seria apanhado pelas câmaras de segurança, despistando assim uma eventual investigação.

Segundo as autoridades turcas, o sósia de Khashoggi chama-se Mustafa al-Madani e faz parte da equipa de 15 agentes sauditas encarregada de assassinar o jornalista.

Terá sido escolhido para a missão precisamente por ser da mesma altura e compleição física de Khashoggi, o que denota uma clara premeditação do crime. "Não é necessário um duplo para um interrogatório ou um sequestro", acusou fonte da investigação.

O presidente turco, Tayyip Erdogan, promete revelar hoje "toda a verdade" sobre o caso.

Príncipe herdeiro apresenta condolências 
O príncipe herdeiro saudita, Mohammad bin Salman, apontado como principal responsável pela operação para eliminar Khashoggi, telefonou ao filho do jornalista, Salah Khashoggi, para manifestar as suas condolências e condenar a "inaceitável operação não sancionada" que resultou na morte do conhecido dissidente.

Versão oficial alega que jornalista morreu numa luta com agentes que "excederam a sua autoridade".

Namorada sob proteção policial 
A namorada turca de Jamal Khashoggi, Hatice Cengiz, está sob proteção policial devido ao receio de represálias do governo saudita.

A mulher é uma testemunha-chave do caso, já que acompanhou o jornalista ao consulado e foi ela quem deu o alerta para o seu desaparecimento.

PORMENORES
Contradições de Riade
Governo saudita começou por negar a morte de Khashoggi e só após duas semanas admitiu, de forma oficial, que o jornalista morreu "numa luta" no consulado, enquanto outras fontes dizem que morreu sufocado ao resistir a um interrogatório. Já o MNE saudita garante que autoridades "ainda não sabem como morreu" nem onde está o corpo.

Travar venda de armas
A Alemanha suspendeu a venda de armas à Arábia Saudita e exortou os parceiros da UE a fazerem o mesmo "enquanto Riade não revelar a verdade".
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