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Secretário de Energia dos EUA garante que Washington vai controlar venda do petróleo do país por um período indefinido.
O secretário de Energia norte-americano disse esta quinta-feira que as vendas de petróleo venezuelano já ultrapassaram os mil milhões de dólares e elogiou a colaboração de Caracas com Washington.
Chris Wright elogiou, numa entrevista à estação NBC News, a "cooperação incrível" de Caracas com Washington ao longo das últimas cinco semanas de negociações com a Presidente interina venezuelana, Delcy Rodriguez.
Wright, que se reuniu com a Presidente interina na capital venezuelana na quarta-feira, afirmou que já foram vendidos mais de mil milhões de dólares (cerca de 841 milhões de euros, ao câmbio atual) de petróleo venezuelano e que outros cinco mil milhões de dólares são esperados nos próximos meses.
Após a captura pelos Estados Unidos do líder venezuelano Nicolás Maduro e da sua mulher, Cilia Flores, no dia 03 de janeiro em Caracas, o Presidente norte-americano, Donald Trump, pediu "acesso total" aos recursos petrolíferos venezuelanos.
Wright garantiu que Washington controlará a venda do petróleo do país por um período indefinido.
A visita do secretário de Energia a Caracas ocorre duas semanas após o parlamento venezuelano ter aprovado uma lei que abriu o setor petrolífero a investimento estrangeiro.
Paralelamente, uma decisão do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos (EUA) levantou algumas restrições para que as empresas petrolíferas norte-americanas possam operar na nação sul-americana.
Wright disse que, por enquanto, a relação com Delcy Rodríguez está a correr bem.
"Ela [Delcy Rodriguez] forneceu informações. Tudo o que sabemos até agora revelou-se verdadeiro. Ela conseguiu enormes mudanças positivas, incluindo a alteração da lei dos hidrocarbonetos do país nas primeiras semanas, portanto, diria que a cooperação teve um início espetacular", afirmou.
"Os venezuelanos estão no comando na Venezuela, mas os EUA têm uma enorme influência sobre as autoridades interinas na Venezuela: a maior fonte de receitas que financia o Governo da Venezuela é agora controlada pelos EUA", adiantou Wright sobre a indústria petrolífera do país.
O secretário de Energia disse ainda que, se for promovida uma "mudança positiva que beneficie os norte-americanos e melhore as oportunidades de vida dos venezuelanos", o dinheiro "fluirá".
"Se se desviarem desse caminho, temos uma enorme influência", acrescentou.
Durante a visita na quarta-feira a Caracas, Wright e Rodríguez firmaram uma "parceria produtiva de longo prazo" no setor energético e discutiram projetos nas áreas do petróleo, gás, mineração e eletricidade.
No Palácio de Miraflores, sede do Governo venezuelano, Rodríguez, que não especificou o prazo acordado, referiu que o objetivo é que a parceria entre Caracas e Washington "se torne um motor da relação bilateral e que esta agenda energética seja produtiva, eficaz e benéfica para ambos os países e complementar".
A líder chavista, que observou que as duas nações mantêm relações energéticas há um século e meio, indicou que vão trabalhar para garantir que esta agenda "possa avançar sem problemas e sem contratempos".
Rodríguez expressou ainda a sua esperança de que ambos os países superem as suas diferenças através da diplomacia.
Estiveram também presentes autoridades venezuelanas, como a ministra da Economia e Finanças, Anabel Pereira Fernández, e o vice-presidente para os Assuntos Económicos, Calixto Ortega.
Esta foi a primeira visita de um alto responsável de Washington desde a operação militar de janeiro, durante a qual Nicolás Maduro e a sua mulher, Cilia Flores, foram capturados.
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