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Correio da Manhã

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EUA dizem que ataque à Arábia Saudita foi lançado do Irão

Pentágono identificou bases de onde foram lançados drones e mísseis de cruzeiro.
Ricardo Ramos 18 de Setembro de 2019 às 09:17
EUA estão convencidos de que Teerão está por trás do ataque contra a Arábia Saudita
Trump diz que os EUA julgam saber quem está por trás do ataque
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Os EUA acreditam ter identificado as bases no sul do Irão de onde foram lançados os ataques contra as instalações petrolíferas da Arábia Saudita, no sábado, e estão a trabalhar em conjunto com outros países para apresentar provas irrefutáveis à comunidade internacional.

Segundo a CBS News, que cita fontes da Administração norte-americana, "mais de 20 drones armados e mísseis de cruzeiro" foram lançados a partir de bases no sul do Irão, junto à fronteira com o Iraque. Pelo menos um deles terá atravessado o espaço aéreo do Koweit.

As defesas aéreas sauditas foram apanhadas de surpresa, uma vez que estavam todas viradas para sul para proteger as instalações petrolíferas dos ataques dos rebeldes houthi do Iémen, enquanto o ataque de sábado veio do norte.

As mesmas fontes adiantaram que os EUA têm uma equipa no terreno a trabalhar ao lado das autoridades sauditas para investigar os destroços dos drones e mísseis, e uma análise preliminar já confirmou que se trata de equipamento iraniano.

Este material, bem como os registos de radar que mostram a proveniência dos drones e mísseis, vai ser usado para compilar "um caso forense inatacável" contra o Irão, que será, provavelmente, apresentado na Assembleia-Geral das Nações Unidas, que começa na próxima semana.

O presidente Donald Trump confirmou esta terça-feira que os indícios recolhidos até ao momento parecem "apontar para o Irão", mas refreou as especulações sobre uma resposta imediata, isto depois de na véspera ter garantido que os Estados Unidos estavam "carregados e prontos".

"Temos muitas opções, mas de momento não estou a analisar nenhuma. Primeiro quero ter a certeza sobre quem fez isto", afirmou, repetindo que os EUA "não estão interessados" numa guerra com o Irão mas "não deixarão de ajudar os seus aliados".

Pormenores
Petróleo recupera
O preço do crude estava esta terça-feira a descer nos mercados internacionais após a acentuada subida da véspera, depois de a Arábia Saudita ter garantido que usaria as suas vastas reservas para cumprir as encomendas e os EUA terem igualmente disponibilizado as suas reservas para suprir qualquer necessidade.

Khamenei rejeita diálogo
O líder supremo do Irão, o ayatollah Ali Khamenei, rejeitou esta terça-feira qualquer diálogo bilateral com os EUA, afirmando que as acusações fazem parte da estratégia de "pressão máxima" contra o regime de Teerão.
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