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Correio da Manhã

Mundo

Ex-presidente do parlamento catalão reitera promessa de independência

"A repressão não vai travar a república", diz Carme Forcadell, que foi libertada sob fiança em novembro.
F.J.G. 17 de Dezembro de 2017 às 01:30
Carme Forcadell
Carles Puigdemont
Carles Puigdemont
Carme Forcadell
Carles Puigdemont
Carles Puigdemont
Carme Forcadell
Carles Puigdemont
Carles Puigdemont
A campanha para as eleições de dia 21 na Catalunha entrou na reta final e os discursos endureceram. A ex-presidente do parlamento catalão, Carme Forcadell, detida e depois libertada sob fiança por delitos relacionados com a declaração de independência da Catalunha, reincidiu este sábado ao afirmar, no comício da ERC em Barcelona: "A repressão não travará a república nem as nossas ânsias de liberdade".

A número quatro da lista eleitoral da ERC pagou 150 mil euros de fiança e disse, em tribunal, que a declaração de independência tinha sido um ato "simbólico". A ordem de libertação foi emitida em novembro mediante compromisso de Forcadell de não retomar a atividade política fora dos limites da Constituição, algo que as declarações proferidas no comício parecem desmentir.

Entretanto, o líder do Podemos, Pablo Iglesias, regressou a Barcelona para, em comício do bloco Catalunya en Comú-Podem, apelar aos indecisos para não votarem "naqueles que lhes mentiram", em alusão às forças separatistas. A candidata do partido e presidente da câmara da cidade, Ada Colau, disse, por seu lado, que não foi só o PP quem prejudicou a Catalunha, "foram também os partidos da declaração unilateral de independência". O Catalunya em Comú não apoiará, por isso, um executivo separatista que recuse o diálogo.

Documentos contra os Pujol resgatados 
Um espólio de documentos intercetado pela polícia espanhola aos Mossos de Esquadra (polícia da Catalunha) quando ia ser destruído, no dia 26 de outubro, contém dados sobre as contas do ex-presidente catalão Jordi Pujol em Andorra e outros dados do esquema corrupto que liderou.

Puigdemont ataca críticos da escola catalã 
O ex-presidente do governo catalão Carles Puigdemont afirmou ontem em videoconferência a partir de Bruxelas, onde está exilado, que quem diz que a escola catalã doutrina os alunos no separatismo "faz uma grande calúnia" e "devia ter vergonha". Puigdemont acusou o Cidadãos, partido criado na Catalunha, de ter nascido "para combater a imersão linguística" no catalão e favorecer a submissão a poder de Espanha.

PORMENORES
Separatistas sem líderes
A vice-presidente do governo espanhol, Soraya Sáenz de Santamaría, afirmou num comício em Girona que o PP conseguiu fazer com que "os independentistas não tenham líderes".

Junqueras cauteloso
O ex-vice-presidente catalão Oriol Junqueras também participou no comício de ontem da ERC, partido que lidera, mas foi mais cauteloso do que Forcadell. Em mensagem gravada a partir da prisão nunca falou de independência. "O importante é continuar a construir o país com todos os cidadãos", disse.
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