Massoud Pezeshkian foi eleito com mais de 16 milhões de votos, vencendo o ultra conservador Said Jalili.
Opõe-se à lei do hijab obrigatório e quer pôr fim ao "isolamento iraniano do mundo". Massoud Pezeshkian foi eleito presidente do Irão com mais de 16 milhões de votos e promete "dar início a um novo ciclo no país". O cirurgião cardíaco, de 69 anos, venceu a segunda volta das eleições presidenciais no Irão e sucede a Ebrahim Raisi, líder morto numa queda de helicóptero durante uma visita oficial.
Descrevendo-se como reformista, Massoud Pezeshkian promete mudar algumas das medidas mais restritivas que estão atualmente em vigor no Irão e estabelecer novas relações com o Ocidente. "O caminho que temos pela frente não será fácil, a não ser com a vossa companhia, compaixão e confiança", escreveu Pezeshkian nas redes sociais após a vitória.
A primeira volta das eleições naquele país registou um recorde de baixa participação, uma vez que muitos cidadãos boicotaram as eleições como forma de protesto. Segundo a imprensa internacional, os eleitores ter-se-ão sentido tentados em votar em Pezeshkian não pelo seu perfil, mas por temerem a eleição de Said Jalili, um político ultra conservador que tinha por objetivo manter as regras sociais restritas, incluindo a imposição de hijabs obrigatórios para as mulheres.
Massoud Pezeshkian afirmou, durante a campanha, que reconhecia que a fixação da economia estava indissociavelmente ligada à política externa - nomeadamente o impasse com o Ocidente sobre o programa nuclear - e que iria negociar o levantamento das sanções.
Ayatollah Ali Khamenei, o líder supremo do Irão, é quem detém o maior poder no governo daquele país. De acordo com os padrões ocidentais, as eleições no Irão não são livres nem justas e a seleção dos candidatos é rigorosamente controlada pelo Conselho dos Guardiães, um comité nomeado de 12 pessoas, composto por seis clérigos e seis juristas.
O Irão teve que ir a eleições depois de Ebrahim Raisi ter morrido na sequência da queda de um helicóptero perto do Azerbeijão. O ex-presidente provocou o maior número de protestos contra o Governo das últimas décadas.
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