Privatização das entidades é uma possibilidade.
O Instituto de Gestão de Participações do Estado (Igepe) de Moçambique, que gere as participações do setor empresarial do Estado, pretende avançar com a restruturação de quatro companhias, que pode passar pela privatização, anunciou a entidade.
O administrador executivo do Igepe, Raimundo Matule, em declarações à edição de hoje do diário moçambicano Notícias, adiantou que a Empresa Moçambicana de Seguros (Emose), Correios de Moçambique, Sociedade de Gestão Imobiliária (Domus) e a Silos Terminal Graneleiro da Matola (STEMA) são as empresas que serão alvo de restruturação.
"O Estado pode decidir vender parte ou a totalidade da participação. Pode ainda decidir pela liquidação da empresa", afirmou Matule.
As opções do tipo de intervenção que será realizada nas quatro empresas serão indicadas por um estudo que está a ser realizado por uma entidade independente e que será concluído em dezembro deste ano.
Além da venda das participações do Estado, a restruturação pode passar pela remodelação nos recursos humanos, setor financeiro ou operacional.
O administrador executivo do Igepe assinalou que a restruturação naquelas empresas enquadra-se no âmbito de um vasto programa de reformas no setor empresarial do Estado.
Nesse quadro, já foram alvo de restruturação as empresas Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), Petróleos de Moçambique (Petromoc), Telecomunicações de Moçambique (TDM) e Moçambique Celular (Mcel), que culminou com a fusão destas duas companhias, dando origem à TMcel.
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