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Homem fica "livre" de cancro terminal após terapia genética inovadora

Vamberto Castro, de 62 anos, estava condenado aos cuidados paliativos. Até que surgiu a oportunidade de realizar um tratamento em fase experimental.
Correio da Manhã 12 de Outubro de 2019 às 14:06
Vamberto Castro
Vamberto Castro
Vamberto Castro
Vamberto Castro
Vamberto Castro
Vamberto Castro
Vamberto Castro, de 62 anos, sofria de um Linfoma Não Hodkins, e já se encontrava em estado terminal quando uma luz ao fundo do túnel se "acendeu". O mineiro deverá ter alta este sábado, após se ter submetido a um tratamento inovador conhecido como CART-Cell, baseado numa técnica de terapia genética, que foi realizada no Brasil.

Quando deu entrada no Hospital das Clínicas em Ribeirão Preto, Vamberto sentia muitas dores, estava extremamente magro e tinha muitas dificuldades de locomoção. O cancro já se tinha espalhado para os ossos, pelo que haviam poucas chances de sobreviver à doença.

Antes de ser internado, realizou ciclos de quimioterapia e radioterapia, mas sem sucesso. Os médicos davam-lhe menos de um ano de vida e o paciente aceitou os cuidados paliativos como a sua única opção.

Até que surgiu a oportunidade de se submeter a um tratamento inovador, apenas autorizado nos EUA, e nunca realizado nos países da América Latina. O antigo mineiro autorizou a sua submissão a esta técnica inovadora, ainda em fase experimental. Cerca de 20 dias depois de inciar os tratamentos, os exames comprovaram que algumas células cancerígenas tinham desaparecido.

Os médicos que acompanharam o paciente, no Centro de Terapia Celular do Hermocentro, garantem que Vamberto "está livre da doença", mas não totalmente curado, uma vez que o diagnóstico final só poderá ser dado ao fim de cinco anos. No entanto, o prognóstico é muito positivo e o tratamento será aplicado a mais dois pacientes em breve.

Esta técnica aproveita a capacidade do nosso sistema imunitário de atacar as células cancerosas estimulando-o e bloqueando os "travões" das células do sistema imunitário. Os resultados foram tão promissores que até valeram aos seus investigadore, James P. Allison e Tasuku Honjo, o Prémio Nobel da Medicina de 2018.
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