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Itália impediu série de ciberataques russos contra locais dos Jogos de Inverno

Vice-primeiro-ministro e chefe da diplomacia italiana atribui os ataques informáticos a "'hackers' russos".

04 de fevereiro de 2026 às 14:49

A Itália detetou e impediu uma série de ciberataques russos contra locais ligados aos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina2026, revelou esta quarta-feira, em Washington, o ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, na antevéspera do arranque do evento desportivo.

"Impedimos ciberataques contra vários 'sites' do Ministério dos Negócios Estrangeiros, começando pelo de Washington, e também diversos locais ligados aos Jogos Olímpicos de Milão-Cortina, designadamente hotéis na região de Cortina d'Ampezzo", afirmou Antonio Tajani, em declarações prestadas aos jornalistas na capital federal norte-americana.

Em deslocação aos Estados Unidos para uma reunião ministerial sobre minerais críticos, o vice-primeiro-ministro e chefe da diplomacia italiana atribui os ataques informáticos a "'hackers' russos", quando questionado sobre a origem dos incidentes.

Nas mesmas declarações, Antonio Tajani atribuiu o sucesso da operação ao "trabalho realizado pela nova direção-geral de segurança", criada com a reforma do Ministério dos Negócios Estrangeiros, afirmando que só "foi possível antecipar estes ataques, porque esta ação estava a ser preparada".

"A segurança cibernética também se torna fundamental. Estou muito satisfeito com isso", disse.

A Rússia terá apenas uma equipa de 13 atletas nos Jogos Olímpicos de Milão-Cortina, que decorrem entre 06 e 22 de fevereiro, e estes terão de competir sob bandeira neutra, uma sanção imposta pelo Comité Olímpico Internacional (COI) na sequência da invasão em grande escala da Ucrânia por Moscovo, algumas semanas após os últimos Jogos Olímpicos de Inverno, disputados em Pequim, em 2022.

Num dia em que o ministro do Interior do Governo italiano, Matteo Piantedosi, prestou esclarecimentos, numa audição na câmara dos deputados, sobre a presença, em Itália, de agentes federais norte-americanos do controverso Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), em missão aos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina2026, Antonio Tajani, questionado sobre esta matéria, disse que se trata de "uma polémica em Itália" que o faz "sorrir".

"Trata-se de três funcionários do ICE que irão trabalhar no consulado [norte-americano] em Milão para colaborar na segurança dos Jogos. Não são os agentes que trabalham em Minneapolis, são outro ramo da organização que não tem nada a ver com a atividade de ordem pública", precisou o ministro dos Negócios Estrangeiros.

A presença de agentes federais do ICE numa missão de apoio aos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina, revelada na semana passada, desencadeou contestação em Itália, incluindo petições contra a presença dos elementos no país que reuniram dezenas de milhares de assinaturas.

A contestação está relacionada com as operações violentas de agentes desta agência federal nos Estados Unidos, sobretudo em Minneapolis, onde foram mortos dois cidadãos norte-americanos, Renée Good e Alex Pretti.

"O ICE não exerce nem poderá exercer atividades operacionais de polícia no nosso território nacional. A segurança e a ordem pública são garantidas exclusivamente pelas nossas forças policiais. (...) Não veremos nada no território nacional que seja comparável ao que foi visto nos Estados Unidos", afirmou esta quarta-feira no parlamento o ministro Piantedosi, que também considerou tratar-se de "uma controvérsia completamente infundada".

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